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Após suposto vazamento de notas, Liga das Escolas de Samba do Rio promete medidas para evitar novas polêmicas

09/02/2016 11:00 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/Reprodução Facebook

O presidente da Liga das Escolas de Samba (Liesa) do Rio de Janeiro, Jorge Castanheira, classificou como “brincadeira de mau gosto” a imagem do suposto mapa com notas de mestre-sala e porta-bandeiras, que foi divulgado nas redes sociais.

A imagem sugere que um dos julgadores do quesito mestre sala e porta-bandeira vazou ou deixou que vazassem as notas das escolas de samba Estácio de Sá, União da Ilha, Beija-Flor e Grande Rio, referentes ao primeiro dia de desfiles.

nota rio

Castanheira disse que já foi feita a comparação das letras dos quatro jurados. Nenhuma bate com a que foi divulgada.

“Não acredito que seja verdadeiro. Acho que é alguma brincadeira de mau gosto”, afirmou Castanheira. O dirigente também revelou que vai mudar o esquema de divulgação do mapa de notas para evitar vazamentos. “Vamos rever essa divulgação”, explicou.

Parte do problema, de acordo com o próprio Castanheira, está no fato de que há um fac-símile do mapa está disponível na página da Liesa, o que facilita ações como essa. Entretanto, se um mapa semelhante for aberto durante a apuração, com as mesmas notas, ele não será levado em consideração.

É a segunda polêmica do Carnaval deste ano no Rio. Primeiro, o jurado de bateria Fabiano Rocha alegou “problemas particulares” para não comparecer aos desfile na Marquês de Sapucaí. Castanheira informou que o regulamento já prevê que no caso de um jurado faltar, esquecer de lançar alguma nota, vazamento de notas ou mesmo qualquer outra irregularidade, as notas do julgador envolvido são anuladas e substituídas pelas notas mais altas entre os outros julgadores do quesito.

No ano passado, o jurado Walber Ângelo de Freitas, de alegorias e adereços, esqueceu de dar a nota para a Unidos da Tijuca. Na ocasião, ele alegou que se esqueceu de dar a nota devido ao desgaste e a adrenalina. Já em 2004, a direção do Salgueiro afirmou que já sabia da nota dada pelo maestro Ivan Paulo, do quesito bateria, e pediu que a análise dele não fosse considerada.

(Com Estadão Conteúdo)

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