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Esconderijo para Cunha? Câmara abre misteriosa porta dentro do plenário

08/02/2016 09:01 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Montagem/Agência PT/Agência Câmara/Fotos Públicas

Nos corredores da Câmara dos Deputados, dizem que um dos sonhos do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é chegar e entrar para o gabinete sem ter que atravessar o salão verde, sempre lotado de jornalistas.

O melhor jeito para resolver o "problema" seria mudar o gabinete presidencial para o local onde fica o comitê de imprensa. São os repórteres que ocupam a sala mais próxima do plenário, localizada atrás do salão de votações.

Cunha não seria o primeiro a tentar tirar os jornalistas do local. Desde julho, porém, uma movimentação em torno do comitê tem colocado os jornalistas e servidores da Casa em alerta.

No recesso do meio do ano, o presidente, acompanhado do primeiro-secretário, deputado Beto Mansur (PRB-SP), visitou o comitê e comentou que faria obras no local.

Na época, o peemedebista brincou, disse que iria transformar o comitê no 'parlashopping', aproveitando que a sala tem dois andares e o pé direito alto.

Nesta semana, um novo ingrediente chamou atenção. Está sendo aberta uma nova porta que dá acesso direto do plenário ao comitê de imprensa.

A obra já ganhou até apelido, a "porta do gabinete do Cunha". As fofocas dão conta de que ele agilizou a obra para evitar contato com o público, principalmente após a chuva de dólares e com a iminente decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o pedido de afastamento do parlamentar do comando da Casa.

Oficialmente, entretanto, a história é outra. A Secretaria-Geral da Mesa desmente todos os boatos e explica que a porta é, na verdade, uma saída de emergência e foi uma exigência dos bombeiros para liberar o alvará de funcionamento do plenário. A porta corta-fogo permanecerá fechada, enfatiza a secretaria.

O órgão explica ainda que, junto com a porta, outras obras estão sendo feitas dentro do plenário para que o documento seja emitido. Locais de votações serão alterados e uma barra de ferro que separa as cadeiras dos deputados da que ficam nas laterais para funcionários credenciados será retirada.

Ao G1, o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros de Brasília, Vicente Tomaz disse que o plenário tem, sim, licença de funcionamento.

“Se não tivesse condição de funcionamento, a gente teria interditado. A gente faz vistoria a pedido ou quando a gente imaginar que deva ser feito. Como há um setor de engenharia, cabe à Câmara manter as condições de segurança. Não sei quando foi a última vistoria. Tenho que checar. Leva uns dois ou três dias.”

A Câmara não soube informar o custo da obra.

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