ENTRETENIMENTO

Gigante dos EUA impulsiona Esporte Interativo em negociações que podem tirar jogos de futebol do Grupo Globo

06/02/2016 11:55 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/Reprodução Facebook

Formado em 1987, o Clube dos 13 tinha por premissa defender os interesses comerciais dos principais clubes de futebol do Brasil. A entidade acabou dissolvida em 2011, após a possibilidade do Grupo Globo perder a exclusividade sobre a transmissão do Campeonato Brasileiro na TV aberta. Todavia, na TV fechada, a chance de você ter de sintonizar outro canal para ver o seu time do coração é grande, pelo menos a partir de 2019.

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo deste sábado (6) mostra que, com uma proposta nove vezes maior aos clubes em relação à Globosat (braço da Globo na TV a cabo), o canal Esporte Interativo (EI) pode ganhar a disputa na TV fechada para o período entre 2019 e 2023. Não que a Globosat fique sem nada: a sua programação no canal Sportv só deixaria de ter vários times do País, algo impensável em um passado recente.

“O Esporte Interativo acredita que um ambiente de livre concorrência pelos direitos e a entrada de um novo grupo nas transmissões do Campeonato Brasileiro, como ocorre em mercados mais avançados, gera benefícios a todos os envolvidos”, informou à Folha a direção do EI, cuja sócia-majoritária é a Turner, gigante do entretenimento nos Estados Unidos, esta vinculada à Time Warner.

A expansão do EI rendeu frutos em 2014, ganhando a disputa com a norte-americana ESPN para ficar com os direitos exclusivos da Liga dos Campeões da Europa - na TV fechada só é possível ver a Champions no EI pelos próximos três anos.

Para o Grupo Globo, o avanço do canal na TV fechada significa uma ameaça tentada na TV aberta pela Rede Record. O fluxo de recursos vindos de, entre outras fontes, da Igreja Universal, tornava a emissora de Edir Macedo favorita a levar os direitos do Brasileirão de 2011, quando o Clube dos 13 propôs licitar novos contratos. A emissora dos Marinho se negou a participar e negociou acordos individuais. Foi o que levou à dissolução da entidade de clubes.

“(A Globosat) já fechou acordos com um grande número de clubes e está muito próxima de fechar com outros, o que representará a maior cobertura do Brasileirão em 2019. Lamentamos que alguns times estejam considerando não fazer mais parte da programação do SporTV neste campeonato em 2019”, informou à Folha a empresa.

Segundo a reportagem do jornal paulista, a Globosat já possui acordos alinhavados com Corinthians, Vasco, Botafogo, Vitória, Sport, Cruzeiro, Atlético-MG e Fluminense. Já o EI está acertado com Internacional, Santos, Coritiba, Atlético-PR, Bahia e Santa Cruz. Os demais times da elite do futebol nacional – Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Grêmio, América-MG, Chapecoense, Figueirense, Ponte Preta – seguem negociando.

E se o seu time estiver acertado com uma TV e for enfrentar aquele que tem acordo com a outra? Bem, aí seria necessário um acordo para a transmissão da partida, algo que não há hoje (na TV aberta em torneios recentes, a Globo fez parcerias com a Rede Bandeirantes e com a própria Record). Há, assim, a possibilidade de ‘buracos’ na programação da TV a cabo. Para os clubes, negociar significa tentar diminuir os buracos orçamentários.

Para a TV aberta, as discussões também podem render alterações, conforme noticiou em janeiro o jornalista Ricardo Perrone, do UOL. Ou seja, sintonizar automaticamente na hora do Brasileirão pode estar com os dias contados.

(ATUALIZAÇÃO EM 07/02/2016, às 12h55): Para evitar possíveis confusões, o termo 'Rede Globo' foi substituído por 'Grupo Globo'. A informação sobre o fato das discussões na TV fechada poderem atingir a TV aberta também foi adicionada.

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