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Veterinário faz desabafo após ser proibido de atender gratuitamente animais de pessoas carentes

02/02/2016 19:08 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Em um vídeo publicado nessa segunda (1º), um médico veterinário da cidade de São Carlos, no interior do Estado de São Paulo, revela que foi impedido pelo Conselho Estadual de Medicina Veterinária de fazer atendimentos gratuitos a animais de pessoas carentes.

Ricardo Fehr Camargo relata que sua proposta era fazer esses atendimentos gratuitos aos sábados, em sua clínica. No vídeo, o veterinário diz que a proibição ocorreu porque o conselho não entendeu esse tipo de atendimento como de utilidade pública.

Uma fiscal que aparece nas imagens diz que apenas Organizações Não Governamentais poderiam realizar esse tipo de atendimento. Ela ainda deixa com o profissional um manual com o código ético da categoria e ressalta que os veterinários não podem prestar serviços com gratuitos ou abaixo do preço de mercado.

DESCUPEM ESSE DESABAFO !!INFELIZMENTE , NAO PODEREI MAIS REALIZAR OS ATENDIMENTOS GRATUITOS AOS SÁBADOS , POR ENTENDEREM QUE ESSE TIPO DE SERVIÇO NÃO É DE UTILIDADE PÚBLICA, PEÇO QUE ASSISTAM O VÍDEO DO MOMENTO EM QUE A FISCAL TENTA EXPLICAR PARA MEU ADVOGADO, O PORQUE DE EU NÃO PODER AJUDAR AS PESSOAS, COM O MEU DINHEIRO, E COM MEU TEMPO !! SE VOCÊ ACHA QUE ESSE TIPO DE SERVIÇO É DE UTILIDADE PÚBLICA, PEÇO QUE ASSISTA , CURTA E COMPARTILHE , VAMOS FAZER ESSE VÍDEO VIRAR UM ABAIXO ASSINADO DE TODOS QUE ACHAM QUE ESSE É UM SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA , VAMOS CONTINUAR LUTANDO POR UM MUNDO MELHOR PARA OS ANIMAIS CARENTES !!!NO PAIS DA CORRUPÇÃO AJUDAR O PRÓXIMO É PROIBIDO!!!!

Publicado por Ricardo Fehr Camargo em Segunda, 1 de fevereiro de 2016

Camargo afirma que a iniciativa foi suspensa temporariamente e que vai acionar o Conselho de Medicina Veterinária para poder realizar esses atendimentos. “Vamos fazer esse vídeo virar um abaixo-assinado mostrando que que o que pretendo fazer é de utilidade pública. Vamos continuar lutando por um mundo melhor para os animais”, afirma ele.

Na internet, foi criado um abaixo-assinado on-line, que espera atingir 30 000 assinaturas. Às 12h30, mais de 22 000 havia endossado o pedido.

A reportagem não conseguiu contatar o Conselho de Medicina Veterinária até a publicação deste texto.

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