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'Quando votação desagrada, Eduardo Cunha dá jeito de fazer de novo'

02/02/2016 20:42 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/Câmara/Fotos Públicas

Uma decisão do vice-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), aliado do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fez com que o processo que pede a cassação do peemedebista voltasse a estaca zero no Conselho de Ética.

A manobra, segundo o grupo Fora Cunha, é um marco da gestão do peemedebista. “Quando a votação desagrada, ele sempre dá um jeito de fazer de novo”, desabafa o deputado Chico Alencar (PSol-RJ).

Sob o comando de Cunha, a Câmara repetiu a votação de propostas polêmicas, como o financiamento público de campanha e a redução da maioridade penal. Nas duas, o resultado da segunda votação foi o que agradou o parlamentar.

Desta vez, Maranhão acatou um recurso que anula a sessão em que foi aprovada a admissibilidade do processo contra o aliado. Com isso, a tramitação volta ao estágio de discussões.

O indeferimento da questão de ordem foi levado à mesa diretora pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS). Ele reclamou que fez um pedido de vista ao relatório de Marcos Rogério (PDT-RO), que não foi aceito. O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), argumentou que o pedido de vista já tinha sido acatado, quando o relator era o deputado Fausto Pinato (PRB-SP).

Para o deputado Chico Alencar, a decisão é mais um “golpe sujo” de Cunha. A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) também questiona a “manobra". “A interferência compromete a independência e autonomia do conselho.”

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