NOTÍCIAS

No Congresso, Dilma defende CPMF e recebe vaias dos parlamentares

02/02/2016 16:56 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/Câmara

Ao defender o retorno da CPMF na mensagem de abertura dos trabalhos do Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff foi interrompida pelo menos três vezes por vaias. Os parlamentares contra a proposta também reagiram com placas escrito “Xô, CPMF”, gritarias e cartazes pedindo a saída da presidente.

A proposta de injeção de pelo menos R$ 32 bilhões no orçamento do governo encontra forte resistência entre deputados e senadores.

Para a presidente, porém, ressuscitar o imposto é a “ponte necessária entre a urgência do curto prazo e a necessidade de estabilidade do médio prazo”. Dilma enfatizou que a proposta é temporária.

“Aqueles que são contrários a volta da CPMF afirmam que a arrecadação no Brasil tem crescido, mas o que se vê é o contrário. A arrecadação não previdenciária tem caído nos últimos anos, passando de 16% do PIB em 2014 para 13,5% em 2015.”

A presidente disse que a proposta será debatida com sociedade e Congresso para se construir um consenso.

“Sei que muitos têm dúvidas e até se opõem com argumentos, mas peço que considerem a excepcionalidade do momento, levem em conta dados e não opinião, que mostram a CPMF como a melhor opção disponível.”

No discurso, a presidente também voltou a defender a reforma previdenciária. Segundo ela, as mudanças na aposentadoria causariam impacto mínimo no curto prazo.

“Não queremos e não vamos retirar qualquer direito dos brasileiros e brasileiras. Quero ressaltar que a reforma da previdência não é uma medida de benefício do atual governo. O impacto fiscal será mínimo no curto prazo.”

Reação

Ao fazer um balanço sobre os trabalho da Câmara, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também resistiu à CPMF.

“Embora não exista consenso que o aumento da carga tributária seja a resposta para crise, o tema será discutido. A Câmara jamais deixará de repercutir em seus debates e votação a vontade da população brasileira."

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS: