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Situação de contaminação com o Zika vírus no Brasil é pior do que imaginado, diz ministro da Saúde'

01/02/2016 18:11 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
ASSOCIATED PRESS
Municipal workers sprays insecticide to combat the Aedes aegypti mosquitoes that transmits the Zika virus at the Imbiribeira neighborhood in Recife, Pernambuco state, Brazil, Tuesday, Jan. 26, 2016. Brazil's health minister Marcelo Castro said that nearly 220,000 members of Brazil's Armed Forces would go door-to-door to help in mosquito eradication efforts ahead of the country's Carnival celebrations. (AP Photo/Felipe Dana)

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Saúde, Marcelo Castro, avalia que a situação do Zika vírus no Brasil pode ser ainda pior do que o imaginado, já que 80% das pessoas contaminadas não apresentam sintomas, e disse que a notificação da doença passará a ser compulsória a partir da semana que vem, quando os laboratórios estaduais receberão os kits para sua confirmação.

“Laboratórios dos Estados começam a receber esta semana os testes que permitirão confirmar a presença do vírus. Daí então a notificação passará a ser compulsória”, disse o ministro à Reuters nesta segunda-feira.

Até o momento, o Ministério da Saúde tem apenas a notificação de casos de microcefalia suspeitas de terem sido causadas pelo Zika vírus --número que está em 4.180.

O governo também trabalha para distribuir até o final deste mês testes que permitem a identificação das três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, dengue, Zika e chikungunya, mas que funcionam apenas enquanto as pessoas apresentam os sintomas da doença.

O governo brasileiro e os laboratórios estatais trabalham ainda para desenvolver uma vacina para o vírus Zika, que pode ter como base a que já está em fase de testes para a dengue.

“Nossos cientistas acreditam que a vacina para a dengue pode acelerar e facilitar o desenvolvimento de uma para o Zika”, disse o ministro.

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