MUNDO
31/01/2016 18:44 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Boko Haram queima crianças vivas na Nigéria e 86 pessoas morrem

ASSOCIATED PRESS
In this photo taken on a mobile phone, debris lays strewn over the area after a bomb exploded at a mosque in Jos, Nigeria, Monday, July 6, 2015. Two bombs blamed on the Islamic extremist group Boko Haram exploded at a crowded mosque and a Muslim restaurant in Nigeria's central city of Jos, killing 51 people, officials said Monday. (AP Photo)

Um sobrevivente escondido em uma árvore afirmou que viu extremistas do Boko Haram incendiarem cabanas e ouviu os gritos de crianças sendo queimadas até a morte na Nigéria. As crianças estão entre os 86 mortos no mais recente ataque do grupo, segundo autoridades locais.

Dezenas de cadáveres e corpos carbonizados com marcas de balas foram jogados pelas ruas após o ataque de sábado a noite no vilarejo de Dalori e em dois campos próximos que abrigam 25 mil refugiados, segundo sobreviventes e soldados. O local fica há apenas cinco quilômetros de Maiduguri, maior cidade do nordeste da Nigéria e onde surgiu o Boko Haram.

O tiroteio, o incêndio e as explosões de três homens bomba continuaram por cerca de quatro horas na região, de acordo com o relato do sobrevivente Alamin Bakura. Ele afirmou que diversos membros da família foram mortos ou feridos.

A violência continuou com três mulheres suicidas que explodiram bombas presas ao corpo perto de pessoas que tinham conseguido fugir para o vilarejo vizinho de Gamori, matando muitas pessoas, de acordo com um soldado no local que insistiu no anonimato porque não estava autorizado a falar com jornalistas.

Tropas chegaram a Falori por volta das 21h40 de sábado no horário local (por volta de 18h40 em Brasília), mas os autores do ataque estavam mais bem armados, segundo soldados que falaram sob a condição de anonimato. Os militantes do Boko Haram apenas se retiraram após a chegada de reforços com armas pesadas, disseram.

Jornalistas visitaram o local este domingo e ouviram sobreviventes que reclamam que houve demora para a chegada de ajuda. Eles dizem que temem outros ataques.

Segundo o coordenador da Agência Nacional para Emergências, Mohammed Kanar, 86 corpos foram retirados neste domingo. Outras 62 pessoas estão sendo tratadas por queimaduras.

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS: