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'Agora é cacete': Presidente do sindicato dos taxistas de SP terá que explicar vídeo à polícia

30/01/2016 11:57 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Reprodução

Em mais um episódio da guerra travada entre taxistas e o aplicativo Uber, o presidente do Simtetaxis (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi de São Paulo), Antonio Matias, gravou um vídeo em que manda um recado para o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad:

"Não brinque com essa categoria, respeito é bom e os taxistas merecem"; "Não queira briga com esse presidente"; "Chega de palhaçada nessa cidade. Agora é cacete".

O "desabafo" em tom de ameaça foi divulgado pela página do sindicato no Facebook após Haddad declarar que os táxis irão desaparecer da cidade por "concorrência predatória" caso o Uber não seja regulamentado. "Quando o transporte coletivo era clandestino, você tinha pontos de parada [para fiscalizar], mas uma nuvem é difícil. Se existe a possibilidade dessa empresa de regular, então vamos fazer isso", disse.

Os ânimos estão acalorados com a nova declaração do prefeito Fernando Haddad, a Simtetaxi mostrou repúdio e o presidente Antônio Matias mandou seu recado...

Publicado por Táxi em São Paulo em Quinta, 28 de janeiro de 2016


Agora, o presidente do sindicato terá que dar explicações à Polícia Civil de São Paulo, que vai abrir um inquérito para apurar se houve incitação à violência no vídeo gravado por ele. A informação foi divulgada neste sábado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

“A Uber não vai trabalhar em São Paulo, Haddad. A Uber só vai trabalhar em São Paulo se for em modal táxi. No carro particular nós não vamos permitir, senhor prefeito”, avisou o sindicalista.

Após a divulgação do vídeo, na noite de quinta-feira, um grupo de cerca de 15 taxistas cercaram todo carro preto que passava próximo ao hotel Unique, nos Jardins, onde aconteceu o baile de Carnaval da revista Vogue. Segundo relatos, motoristas foram xingados e pedras foram atiradas no veículo.

O Simtetaxis afirmou, em nota, que o presidente gravou as imagens num momento de nervosismo e que repudia “veementemente qualquer tipo de agressão”.

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