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Médico dos EUA prevê teste de vacina do Zika até final de 2016

29/01/2016 11:19 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Mario Tama via Getty Images
RECIFE, BRAZIL - JANUARY 28: Health workers fumigate in an attempt to eradicate the mosquito which transmits the Zika virus on January 28, 2016 in Recife, Pernambuco state, Brazil. Two two-man teams were fumigating in the city today. Health officials believe as many as 100,000 people have been exposed to the Zika virus in Recife, although most never develop symptoms. In the last four months, authorities have recorded around 3,500 cases in Brazil in which the mosquito-borne Zika virus may have led to microcephaly in infants. The ailment results in an abnormally small head in newborns and is associated with various disorders including decreased brain development. According to the World Health Organization (WHO), the Zika virus outbreak is likely to spread throughout nearly all the Americas. (Photo by Mario Tama/Getty Images)

Os Estados Unidos têm dois candidatos em potencial para uma vacina contra o vírus Zika e podem iniciar testes clínicos com humanos até o final de 2016, mas ainda levará anos para que o medicamento esteja disponível em larga escala, afirmaram autoridades norte-americanas na quinta-feira (28).

O doutor Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, declarou que uma das vacinas se baseia em trabalhos realizados com o vírus do oeste do Nilo.

Fauci disse que a vacina jamais foi desenvolvida porque não foi possível uma parceria com uma farmacêutica, mas não vê a questão como um obstáculo no caso do Zika.

"Já estamos conversando com algumas empresas que são capazes de formar uma parceria conosco em um desenvolvimento avançado", afirmou ele em uma coletiva de imprensa.

O vírus Zika, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, foi ligado a má formações graves em milhares de bebês brasileiros.

Não existe vacina ou tratamento para o Zika, que é próximo da dengue e da febre chikungunya e causa febre moderada, erupção cutânea e vermelhidão nos olhos. Estimadas 80% das pessoas infectadas não exibem sintomas, o que torna difícil para as grávidas saberem se foram contaminadas.

A doutora Anne Schuchat, do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês), disse terem surgido 31 casos de infecção de Zika em cidadãos de seu país que viajaram a áreas afetadas pelo vírus. Até agora, não houve casos de transmissão do vírus por mosquitos nos EUA, afirmou.

Em Genebra, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou nesta quinta-feira que o Zika está se disseminando "explosivamente" e que pode atingir até quatro milhões de pessoas nas Américas.

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