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29/01/2016 15:14 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Dilma volta atrás e concorda com ministro da Saúde: 'Estamos perdendo a luta contra o mosquito'

Roberto Stuckert Filho/PR

Depois de corrigir o ministro da Saúde e dizer que o País não perdeu a batalha contra o mosquito Aedes aegypti, a presidente Dilma Rousseff reconheceu que o governo está “perdendo a luta”. Apesar da declaração, ela garantiu que o Brasil vai vencer a “guerra”.

"Nós estamos perdendo a luta contra o mosquito. Não vou dizer que estamos ganhando, mas nós vamos ganhar esta guerra", disse a presidente, segundo o jornal Estado de S.Paulo. A afirmação foi feita após uma teleconferência com governadores de cinco Estados que enfrentam o aumento do número de casos de doenças transmitidas pelo mosquito.

Dilma disse ainda não que viu problema nas declarações do ministro Marcelo Castro. Para ela, ele fez uma constatação da realidade.

No início da semana, o ministro disse que o Brasil estava perdendo a batalha contra o mosquito e que, se isso acontecesse, poderia gerar uma geração de pessoas com retardo mental, "com pouco desenvolvimento cerebral e dificuldade de conduzir a si próprias".

Na quarta-feira (27), a presidente tentou corrigir o ministro. Disse que a "batalha está perdida não está não". "Isso não é o que ele está pensando, nem o que ele diz. O que o ministro disse, é o seguinte: se nós todos não nos unirmos, e se a população não participar, nós perdemos essa guerra”.

Estratégia

A estratégia do governo para vencer a luta é mobilizar a sociedade para eliminar pontos de água parada e acabar com os criadouros do mosquito. Para dar o exemplo, o governo iniciou um mutirão de faxina nos prédios públicos.

"Temos que matar o mosquito de preferência antes de ele nascer. Depois podemos fazer o fumacê, mas aí já perdemos uma parte da guerra.”

Apesar da crítica situação financeira do governo, a presidente garantiu que não faltará dinheiro e equipamentos para combater o mosquito.

Casos no Brasil

Boletim do Ministério da Saúde, divulgado no último dia 27, mostra que o Brasil tem 3.448 casos suspeitos de microcefalia relacionados ao zika vírus. No total, já foram notificadas 68 mortes por malformação congênita após o parto (natimorto) ou durante a gestação (abortamento espontâneo).

Na quinta-feira (28), a Organização Mundial de Saúde informou que o zika vírus pode infectar cerca de 4 milhões de pessoas nas Américas, incluindo 1,5 milhão só no Brasil.

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