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Suécia deve expulsar até 80 mil refugiados

28/01/2016 09:19 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Johannes Simon via Getty Images
PASSAU, GERMANY - JANUARY 27: Migrants and refugees arriving from Austria wait to be registered at a processing center on January 27, 2016 in Passau, Germany. The flow of migrants arriving in Passau has dropped to between 500 and 1,000 per day, down significantly from last November, when in the same region up to 6,000 migrants were arriving daily. German police only allows migrants to enter who say they will apply for asylum in Germany. Those who say they want to continue to other countries, such as Denmark or Sweden, are denied entry and brought back to Austria. (Photo by Johannes Simon/Getty Images)

A Suécia pretende expulsar entre 60 mil e 80 mil pessoas que em 2015 procuraram refúgio no país e que deverão ter o pedido de asilo rejeitado, anunciou na quarta-feira (27) o ministro do Interior, Anders Ygeman.

"Estamos falando de 60 mil pessoas, mas poderão chegar às 80 mil", calculou o ministro em declarações à imprensa sueca, explicando que o governo já sinalizou à polícia e ao gabinete de migrações para organizar a retirada das pessoas de forma gradual, com recurso a voos aéreos especiais. Os recursos, segundo a imprensa internacional, devem vir da União Europeia.

Em 2015, 163 mil pessoas pediram asilo à Suécia, um país do Norte da Europa com cerca de 9,5 milhões de habitantes. Dos 58,8 mil casos analisados, as autoridades suecas aceitaram 55% dos pedidos. A maioria dos pedidos de asilo negados deve-se à falta de documentação dos solicitantes e erros ou omissões propositais no preenchimento dos formulários.

Incidentes como a morte de uma funcionária de um abrigo para solicitantes de asilo menores de idade também têm tornado a postura do país mais dura em relação aos pedidos de asilo. Alexandra Mezher foi esfaqueada na semana passada por um garoto de 15 anos, dentro de um abrigo. Segundo o Guardian, a jovem era de origem libanesa, e trabalhava no local. A nacionalidade do adolescente não foi divulgada.

A decisão da Suécia foi anunciada um dia depois de na Dinamarca o parlamento ter aprovado uma reforma da lei do asilo que prevê, entre outras medidas, o confisco de valores a migrantes.

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