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2015: O ano em que o Brasil flagrou mais de 1.000 pessoas em situação de escravidão

27/01/2016 18:52 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Ascom Polícia Civil

Operações do Ministério do Trabalho flagraram mais de mil trabalhadores em situação análoga à escravidão no País no ano passado. Foram 1.010 casos - número menor que os 1.590 registrados em 2014.

Seguindo a tendência do ano anterior, a maioria das vítimas foi encontrada em áreas urbanas que concentraram 61% dos casos (607 trabalhadores em 85 ações). Nas 55 operações realizadas na área rural, 403 pessoas foram identificadas.

Dos trabalhadores resgatados, 12 tinham idade inferior a 16 anos e outros 28 tinham idade entre 16 e 18 anos, atuando em atividades da Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (TIP).

Do total de trabalhadores alcançados, 65 deles eram imigrantes de diversas nacionalidades, entre bolivianos, chineses, peruanos e haitianos.

“Nós não toleramos e não iremos tolerar a submissão de um cidadão brasileiro, de uma cidadã brasileira ou de qualquer país a esta condição degradante que retira sua condição humana. Nossas instituições vêm enfrentando este tema de forma corajosa e determinada há muito tempo. Em 20 anos de atuação do Grupo Móvel, localizamos quase 50 mil vítimas nessa situação”, destacou o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, ministério que coordena as ações de fiscalização.

Além dos empregados em situações semelhantes a de trabalho escravo, o ministério também fiscalizaram situações de grave violação de direitos humanos, encaminham trabalhadores a formalização dos contratos, a adequação das condições de segurança no trabalho e cobraram dívidas trabalhistas devidas pelos empregadores.

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