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Presidente da Alesp, tucano Fernando Capez promete iniciar CPI da Máfia das Merendas se PT conseguir assinaturas

26/01/2016 09:16 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/Marco Antonio Cardelino/ALESP e PSDB-SP

“Sou o primeiro a assinar essa CPI”. Foi assim que o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Fernando Capez (PSDB), resumiu a sinalização da bancada do PT na Casa de que pedirá a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o escândalo das merendas adquiridas por escolas da rede estadual de ensino.

“Não recebi um centavo de propina dessa quadrilha”, completou Capez, citado por funcionários da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) de receber propina a cada contrato celebrado entre a entidade e o setor público.

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o Deputado Fernando Capez, repudia com veemência a ligação de seu nome ao escândalo Alba Branca.

Publicado por Fernando Capez em Sexta, 22 de janeiro de 2016


A Coaf é o alvo principal da Operação Alba Branca, deflagrada terça-feira (19) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Bebedouro, no interior do Estado. Um assessor de Fernando Capez - Luíz Gutierrez, o Licá - , teria elo com a organização que superfaturava produtos agrícolas vendidos para administrações municipais.

Licá trabalha no gabinete do tucano e é seu cabo eleitoral na região da Mooca. Um outro auxiliar de Capez, Jeter Rodrigues, foi demitido pelo presidente da Alesp. Segundo Capez, no final de 2015 Jeter usou seu nome para indicar um delegado de polícia em São Paulo. Pelo menos 22 prefeituras são citadas no caso.

Para o líder do PT na Alesp, Geraldo Cruz, as denúncias são “gravíssimas”. “Vamos pedir, imediatamente, a criação de uma CPI para apurar essas denúncias. As contra Capez são gravíssimas”, disse. “Esperamos que a bancada do PSDB na Assembleia seja sensível a essas denúncias, com provas bastante contundentes. Esse tema tem urgência especial”.

Cruz afirmou que a comissão será importante para que Capez se defenda das acusações que pesam contra ele. “Esperamos que o PSDB não atrapalhe as investigações na Alesp. Espero, sobretudo, que o presidente da Casa, deputado Fernando Capez, contribua para que se esclareçam as graves acusações que foram feitas contra ele”, afirmou.

Esquema após esquema o governo tucano vai se deflagrando o bastião da corrupção nacional.E há quem diga que o partido azul nunca roubou nada... Lamentável.

Publicado por PT Alesp em Sexta, 22 de janeiro de 2016


Capez disse que pretende dar um rito especial para a instalação da CPI da Máfia das Merendas. O regimento determina que, uma vez protocolada e com o número mínimo de adesões (32 assinaturas), a CPI caia em uma fila na qual aguarda vez para ser instalada. A Casa permite que apenas cinco comissões funcionem simultaneamente na Alesp.

O líder do PSDB na Casa, Carlão Pignatari, não escondeu o incômodo e disse que o PT não vai conseguir sequer as assinaturas dos membros de sua bancada tamanho o "absurdo" das denúncias contra Capez.

“É o maior absurdo. Uma brincadeira de mau gosto do PT. Como eles estão enlameados dentro do partido, eles tentam atingir pessoas que não têm nada”, disse Pignatari. “É uma coisa completamente equivocada. Não vai haver nada. Eles não conseguem pegar assinaturas nem no partido deles. Nem os 15 deputados do PT assinam”.

N O T A À I M P R E N S AO líder do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Carlão Pignatari, e o...

Publicado por Bancada Tucana SP em Sexta, 22 de janeiro de 2016


Nos depoimentos prestados aos investigadores, os funcionários da Coaf afirmaram que o tucano recebia propina que chegava a 25% dos contratos. Além de Capez, eles também citaram o nome do ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Luiz Roberto dos Santos, conhecido como "Moita".

Os funcionários da Coaf são investigados pela Operação Alba Branca, que desmontou um esquema de corrupção e superfaturamento na venda de produtos agrícolas para merenda de escolas de prefeituras e Estado. O presidente da Alesp - até então considerado um nome para substituir Alckmin no Palácio dos Bandeirantes em 2018 - nega veementemente as acusações e disse que “vagabundos não vão jogá-lo na lama”.

Força-tarefa no MP-SP

O procurador-geral de Justiça, Marcio Fernando Elias Rosa, criou uma força-tarefa para investigar denúncias de envolvimento do deputado Fernando Capez (PSDB). O grupo será presidido pelo próprio chefe do Ministério Público do Estado e terá a participação dos procuradores Nelson Gonzaga, ex-corregedor-geral do MP, Nilo Spinola Salgado Filho e dois promotores de Bebedouro, no interior paulista, sede da Coaf.

A competência para investigar o caso é do procurador-geral de Justiça porque Fernando Capez é procurador de Justiça de carreira e deputado. Elias Rosa não está tirando o inquérito das mãos dos promotores da Comarca de Bebedouro. O procurador-geral quer manter no caso os promotores que iniciaram a apuração. Com essa parceria ele afasta especulações de que iria interferir em um episódio que envolve um colega de carreira.

O procurador-geral pretende ainda adotar a mesma estratégia da Operação Lava Jato com relação a competência sobre inquérito que cita parlamentar federal - alvos da Operação Alba Branca apontaram o nome do presidente estadual do PMDB, Baleia Rossi, que é deputado federal. Na Lava Jato a parte que envolve políticos com foro privilegiado ficou sob responsabilidade do Supremo Tribunal Federal. O restante ficou nas mãos do juiz Sergio Moro, em Curitiba.

Elias Rosa vai manter sob atribuição da Promotoria de Bebedouro a fatia da Alba Branca que cita empresários, lobistas e servidores públicos. Sob sua responsabilidade, manterá a investigação sobre Capez e prefeitos.

“Vou pedir aos promotores colegas da Comarca de Bebedouro compartilhamento dos dados do inquérito da Alba Branca”, disse o procurador-geral, que negou ainda que a presença da esposa de Capez, Valéria, em cargo de confiança no MP-SP possa interferir nos trabalhos. “Todos no MP sabem que ela não trabalha diretamente comigo. O próprio Capez é promotor também e, salvo engano, tem relação com todos os promotores de São Paulo. Então, se fosse assim, não salvaria um”, comentou à colunista Sonia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo.

Assim como Capez, Baleia Rossi nega envolvimento na fraude da merenda.

Deputado Federal Baleia Rossi repudia com veemência as notícias infundadas envolvendo seu nome. NOTAEm relação à notí...

Publicado por Baleia Rossi em Sexta, 22 de janeiro de 2016


(Com Estadão Conteúdo)

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