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Grécia é ameaçada de expulsão da zona de Schengen em meio a crise imigratória

25/01/2016 19:27 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Jordi Bernabeu/Flickr
TOPSHOTS Refugees and migrants arrive at the Greek island of Lesbos after crossing the Aegean sea from Turkey on September 30, 2015. UN Secretary-General Ban Ki-moon welcomed the European Union's decision to inject $1 billion to help countries overwhelmed by Syrian refugees, but said more must be done to relocate migrants. AFP PHOTO / ARIS MESSINIS TOPSHOTS-GREECE-EUROPE-MIGRANTS

Ministros do Interior da União Europeia instaram a Grécia nesta segunda-feira (25) a fazer mais para controlar o fluxo de entrada de imigrantes, e alguns ameaçaram expulsar o país da cobiçada zona de livre circulação do continente, enquanto a crise aumenta as divisões entre os membros do bloco.

A Grécia foi o principal portão de acesso à Europa para mais de um milhão de refugiados e imigrantes que chegaram à UE no ano passado. Vem sendo criticada por fracassar no controle da entrada de pessoas, que tem mostrado poucos sinais de diminuição durante o inverno na região.

Alguns países membros disseram que Atenas precisa cumprir sua obrigação para aliviar a crise, que levou a zona livre de passaporte de Schengen – louvada por muitos como a maior conquista da integração europeia – à beira do colapso.

"Se não pudermos proteger a fronteira externa da UE, a fronteira greco-turca, então a fronteira externa de Schengen será transferida para o centro da Europa", afirmou a ministra austríaca do Interior, Johanna Mikl-Leitner.

"A Grécia precisa aumentar seus recursos o mais cedo possível e aceitar ajuda", acrescentou.

A União Europeia adotou várias medidas de assistência financeira para a depauperada Atenas lidar com a crise, mas muitos Estados do bloco acreditam que Atenas não está usando o suficiente. De cinco centros de registro que deveriam ser instalados em áreas críticas para recepcionar imigrantes aportando na Grécia, até agora apenas um está em funcionamento.

Assoberbadas com o fluxo, as instâncias gregas de aplicação da lei muitas vezes deixaram os imigrantes seguirem Europa adentro ao invés de mantê-los em seu território para registrá-los adequadamente – o primeiro passo acordado pelos membros da UE antes de se permitir o trânsito de pessoas.

Atenas afirma que os números são impossíveis de se administrar e acusa os outros 27 membros da União Europeia de não oferecerem a ajuda correta e não aceitarem imigrantes saídos da Grécia.

A zona de Schengen é composta por 26 nações, a maioria das quais membros da UE. Alemanha, França, Áustria e Suécia estão entre os vários países que adotaram verificações temporárias em suas divisas para tentar controlar o fluxo de pessoas.

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