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Ricardo Boechat ironiza declaração de Lula: 'Pode ser a alma mais honesta, mas também uma das mais ignorantes'

21/01/2016 19:29 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

O ex-presidente Lula criticou as delações premiadas da Lava Jato. Veja o comentário de Ricardo Boechat.

Posted by Jornal da Band on Wednesday, 20 January 2016

"Eu não sabia de nada."

Em 2005, foi essa uma das reações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à revelação do mensalão, esquema de compra de votos no Congresso Nacional durante seu primeiro mandato.

A estratégia de defesa mudou algumas vezes até ele passar a negar a corrupção no governo petista — mesmo estratagema utilizado por ele para desqualificar a Operação Lava Jato, que investiga denúncias na Petrobras.

Tanto no mensalão quanto no petrolão, alguns de seus auxiliares mais próximos estão envolvidos.

Por isso, a frase de Lula sobre sua honestidade, em entrevista a blogueiros simpáticos ao PT, repercutiu bastante no meio político:

Se tem uma coisa de que me orgulho e que não baixo a cabeça para ninguém é que não tem neste País uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, do Ministério Público, da Igreja Católica, da igreja evangélica, nem dentro o sindicato. Pode ter igual, mas eu duvido.

O jornalista Ricardo Boechat, colunista da BandNews FM e âncora do Jornal da Band, ironizou a autodeclaração de Lula como "alma mais honesta" do Brasil:

"Lula... A quantidade de evidências de corrupção no seu entorno, nas pessoas próximas ao senhor, ao seu partido, ao seu governo e governo da presidente Dilma, a Operação Lava Jato tem cansado de comprovar. Independentemente daquilo que ainda está para ser provado. As evidências já reunidas pela Lava Jato são escandalosas. Então, o senhor pode ser a alma mais honesta do País, mas também será uma das mais ignorantes de todas porque não sabia de nada. Tudo tão próximo e tão distante ao mesmo tempo..."

Quando fala do entorno de Lula, comprometido com esquemas de corrupção, Boechat se refere a personagens como José Dirceu e João Vaccari Neto, ambos presos pela Polícia Federal.

Ex-ministro-chefe da Casa Civil de Lula, Dirceu foi condenado em 2012 por ser cabeça político do mensalão e, em 2015, apontado como "agente instituidor" do esquema do petrolão.

Ex-tesoureiro do PT, Vaccari foi condenado por corrupção na Petrobras. Segundo o juiz federal Sérgio Moro, o PT recebeu R$ 4,2 milhões de propinas da diretoria de Serviços da Petrobras por meio do contrato com o consórcio Interpar.

O recebimento do dinheiro ao partido de Lula foi intermediado por Vaccari.

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