LGBT

Davos 2016: Biden lamenta que gays e transgêneros sejam tratados como 'cidadãos de segunda classe'

21/01/2016 16:53 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
FABRICE COFFRINI via Getty Images
US Vice President Joe Biden gestures during his speech at the World Economic Forum (WEF) annual meeting in Davos, on January 20, 2016.. Rising risks to the global economy and a string of jihadist attacks around the world overshadowed the opening of an annual meeting of the rich and powerful in the snow-blanketed Swiss ski resort. Even as heads of state, billionaires and Hollywood megastar Leonardo DiCaprio were arriving, the International Monetary Fund (IMF) sounded the alarm about perils in the major emerging market economies and lowered its outlook for global economic growth this year. / AFP / FABRICE COFFRINI (Photo credit should read FABRICE COFFRINI/AFP/Getty Images)

O vice-presidente americano, Joe Biden, ficou visivelmente exaltado numa discussão sobre a importância dos direitos LGBT nesta semana.

Falando na mesa redonda sobre o tema na reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, o vice lamentou que as pessoas abertamente gays ou transgêneras ainda são tratadas como cidadãos de segunda classe num mundo todo.

“A população LGBT enfrenta violência, assédio, tratamento desigual, maus-tratos da polícia, maus cuidados de saúde, isolamento – sempre em nome da cultura. Estou farto da cultura. É sério”, disse ele, batendo a palma da mão na mesa. “A cultura não justifica discriminação nua e crua ou violações dos direitos humanos. Não há justificação cultural. Nenhuma. Nenhuma. Nenhuma.”

Biden disse ter confrontado pelo menos quatro chefes de estado de países em que as pessoas são perseguidas por causa de sua sexualidade. Ele não disse quem são esses líderes, mas a homossexualidade é ilegal em pelo menos 75 países representados em Davos.

O vice tem sido um grande defensor dos direitos dos gays na Casa Branca. Em 2012, ele anunciou publicamente seu apoio ao casamento de pessoas do mesmo sexo – uma decisão que muitos suspeitam tenha levado o presidente Barack Obama a fazer um anúncio semelhante três dias depois.

Mais recentemente, ele ajudou o governo americano a pressionar por uma nova legislação abrangente para proteger a população LGBT da discriminação.

“Quando você se manifesta, muda os termos do debate”, disse ele ao grupo em Davos.

A discussão foi promovida pela Human Rights Campaign, em parceria com a Microsoft e a SkyBridge Capital.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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