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Banda formada por detentos do Malawi concorre com Gilberto Gil ao Grammy

21/01/2016 10:41 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

A entrega do Grammy é só no dia 15 de fevereiro, mas nossa torcida já está garantida: uma banda formada em 2013 dentro de um presídio no Malawi concorre o prêmio de melhor álbum, na categoria "world music".

Segundo o Guardian a maioria dos 16 componentes do grupo é condenado por homicídio, e cumpre pena de prisão perpétua. Há também alguns que foram condenados por homossexualidade, considerado crime no país

O Zomba Prison Project - primeiro grupo do país a ser indicado para o Grammy - vai concorrer com Gilberto Gil, Angelique Kidjo, Ladysmith Black Mambazo e Anoushka Shanka.

"Eu fiquei chocado, absolutamente chocado.. Todos os outros artistas nomeados tem décadas de história", comentou Ian Brennan, produtor do álbum I Have No Everything Here.

Embora tenham sido mais resistentes em participar do projeto, algumas entre as 50 mulheres que estão encarceradas também participaram da gravação. Uma delas morreu na prisão, aos 37 anos. Outra detenta que participou do projeto foi presa por matar seus dois filhos.

A prisão Zomba foi construída para 340 pessoas, abriga 2.000 e, enquanto o produtor estava lá, tinha apenas 153 guardas.

Ao Guardian, Brennan contou que o trabalho em uma prisão foi especialmente desafiador, principalmente pela dificuldade de acesso - ele passou duas semanas dentro da carceragem em 2013, integralmente dedicado à produção do material.

"A maioria deles não tem ideia do que é um Grammy, mas eles entendem. O fato de que um país vizinho como o Moçambique saiba deles é algo gigante, mas agora se trata de gente nos Estados Unidos. Eles estão eufóricos", contou o produtor ao Quartz.

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