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Indiciados pela Polícia Federal por crimes ambientais, presidente e diretor da Samarco são afastados temporariamente

20/01/2016 19:48 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Divulgação/Últimos Refúgios/Fernando Madeira

O diretor-presidente e o diretor de Operações da Samarco, mineradora responsável pela barragem que se rompeu em Mariana (MG) em novembro passado, decidiram deixar a cúpula da empresa.

O conselho de administração da empresa aceitou o pedido de afastamento temporário nesta quarta-feira (20).

Indiciados pela Polícia Federal, eles se licenciam das funções para se dedicarem às respectivas defesas.

Ricardo Vescovi, o presidente, e Kleber Terra respondem por crimes ambientais.

Além deles, outros cinco executivos, a Samarco, a Vale (proprietária da mineradora) e a VogBR (consultoria que declarou estabilidade da barragem de Fundão) também foram indiciados pela PF.

O rompimento da barragem em Mariana matou 17 pessoas. Outras duas continuam desaparecidas.

A tragédia também provocou a contaminação do Rio Doce, a morte de milhões de peixes, o desabastecimento de água em municípios como Governador Valadares (MG) e efeitos nocivos também no Espírito Santo.

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