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Muçulmanas que não aprenderem inglês em 30 meses poderão ser deportadas do Reino Unido

19/01/2016 11:10 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Iwona Abessolo via Getty Images
[UNVERIFIED CONTENT] Four British Muslim women from East London wear controversial full-face veils, which the debate of wearing of has been widely published in British press.

O governo britânico anunciou, nesta semana, uma medida controversa: os imigrantes que, em dois anos e meio, não comprovarem uma melhora no domínio do idioma inglês, poderão ser deportados.

O premiê David Cameron também anunciou maiores investimentos para ajudar mulheres muçulmanas aprenderem o idioma. O governo estima que há 190 mil mulheres muçulmanas na Inglaterra que falam muito pouco ou nada de inglês.

De acordo com o Telegraph, as mudanças serão válidas a partir de outubro deste ano, e direcionadas às mulheres que chegarem ao país com visto de casamento.

Atualmente, as mulheres que chegam ao Reino Unido com esse tipo de visto, válido por cinco anos, precisam provar um conhecimento básico do idioma.

De acordo com Cameron, a medida não pretende "punir" quem não aprender o inglês, mas evitar que as mulheres fiquem confinadas em casa. O premiê reconhece, todavia, que a nova regra pode também separar famílias. "É duro, mas as pessoas que vêm para o nosso país também têm responsabilidades", afirmou.

As aulas de inglês vão ocorrer em residências, escolas e centros comunitários e as despesas de transporte serão bancadas pelo governo, bem como as despesas relativas aos cuidados com as crianças das mães que fizerem o curso.

Críticos à política anunciada pelo governo afirmaram que a política é segregacionista, por privilegiar as mulheres muçulmanas. Cameron argumentou, no entanto, que o investimento está sendo direcionado "às mulheres com maior grau de isolamento".

O plano faz parte das medidas governamentais para combater o extremismo, devido ao aumento de jovens muçulmanos que viajam para a Síria a fim de integrar as fileiras do grupo extremista Estado Islâmico.

(Com informações das agências de notícias)

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