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Papa visita sinagoga em Roma e condena violência em nome da religião

17/01/2016 21:16 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Franco Origlia via Getty Images
ROME, ITALY - JANUARY 17: Pope Francis greets chief Rabbi of Rome Riccardo Di Segni during his visit to the Rome's synagogue on January 17, 2016 in Rome, Italy. The visit marks the third time a pontiff has been invited to the synagogue, following on from the visit by Benedict XVI in January 2010 and the historic encounter of Pope John Paul II with former Rabbi Elio Toaff there in 1986. (Photo by Franco Origlia/Getty Images)

O Papa Francisco fez sua primeira visita como pontífice a uma sinagoga neste domingo, onde, em referência a ataques islâmicos, condenou a violência em nome da religião.

Em meio a cânticos de salmos em hebraico e discursos ressaltando os avanços notáveis nas relações entre católicos e judeus nos últimos 50 anos, Francisco tornou-se o terceiro pontífice a visitar a principal sinagoga de Roma, depois dos papas João Paulo II e Bento XVI.

A segurança foi excepcionalmente reforçada na área, e até mesmo jornalistas passaram por três revistas separadas em um espaço de menos de 100 metros. A polícia antiterror patrulhou os dois lados à margem do rio Tibre, que foi fechada ao público.

"A violência do homem contra o homem está em contradição com qualquer religião digna desse nome, em particular a três grandes religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo)" disse ele, no que pareceu ser referência a ataques de militantes islâmicos.

"Os conflitos, guerras, violência e injustiças abrem feridas profundas na humanidade, o que nos chama para fortalecer ou compromisso com a paz e justiça", afirmou.

Os líderes judeus foram mais específicos em sua condenação da violência islâmica.

"A fé não gera ódio. A fé não derrama sangue. A fé exige diálogo", disse Ruth Dureghello, presidente da Comunidade judaica de Roma em seu discurso ao papa.

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