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17/01/2016 10:19 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Como o fim das sanções pode inaugurar uma nova era para o Irã

ASSOCIATED PRESS
Iranian President Hassan Rouhani addresses lawmakers in an open session of parliament, in Tehran, Iran, Sunday, Jan. 17, 2016. Rouhani said Sunday that the official implementation of the landmark deal reached between Tehran and six world powers has satisfied all parties except radical extremists. (AP Photo/Vahid Salemi)

O mundo viveu, neste sábado (16), um momento histórico. Os EUA e a União Europeia, finalmente, suspenderam as sanções econômicas e financeiras contra o Irã.

Segundo o presidente iraniano, Hassan Rohani, o fato representa "um novo capítulo" na relação do país persa com o mundo.

"Nós estendemos a mão para o mundo em sinal de amizade e, deixando para trás as inimizades e suspeitas, abrimos um novo capítulo nas relações do Irã com o mundo", afirmou em um pronunciamento na manhã deste domingo (17).

Do ponto de vista econômico, o acordo é um belo negócio para o país persa, pois descongela cerca de US$ 100 bilhões que o Irã tem de ativos no exterior. O fim das sanções também abre caminho para empresas europeias regressarem ao país de 80 milhões de habitantes.

Os EUA também vão agora permitir que filiais estrangeiras de empresas norte-americanas comercializem com o Irã.

A decisão veio logo após a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmar que o país cumpriu todas as exigências do acordo nuclear assinado em julho, em Viena.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry se referiu a “um Médio Oriente mais seguro, porque foi reduzido o perigo de uma bomba nuclear. Cada um dos caminhos em direção a uma bomba nuclear foram fechados de forma verificável”, completou.

Do ponto de vista da política externa e da diplomacia, o acordo também é um importante passo. Segundo a chefe de relações exteriores da União Europeia, Federica Mogherini, o Irã se junta ao Reino Unido, aos EUA, à França, à Rússia, à China e à União Europeia e se torna um usuário "pacífico" de energia nuclear.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, saudou a implementação do acordo nuclear.

"Esta conquista demonstra que as preocupações internacionais com a proliferação são melhor tratadas por meio do diálogo e da diplomacia paciente", disse o porta-voz de Ban Ki-moon, em comunicado.

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