COMPORTAMENTO

Babás devem usar branco em clubes de luxo em São Paulo, decide Ministério Público

15/01/2016 12:54 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/iStock e Divulgação

Procuradoria arquivou uma denúncia de discriminação de uma babá impedida de entrar no Clube Pinheiros por não usar uniforme

A polêmica envolvendo o uso de uniforme por babás em clubes da alta sociedade em São Paulo terminou mal para as funcionárias: o Ministério Público do Estado (MP-SP) mandou para a gaveta uma denúncia de discriminação contra uma babá frequentemente impedida de entrar em um desses clubes por não estar vestindo branco dos pés à cabeça.

O assunto gerou polêmica no ano passado, quando uma advogada abriu uma denúncia de discriminação na Procuradoria em meados do ano passado. Ela reclamava que a babá de sua filha nunca tinha certeza se conseguiria entrar no Esporte Clube Pinheiros (zona oeste da capital) sem seu uniforme.

Por unanimidade, o Conselho Superior do MPE recomendou trancar e arquivar o caso ao decidir que esses estabelecimentos não cometem ilegalidade ao exigir uniforme em suas dependências.

A orientação foi do relator do caso, Pedro de Jesus Juliotti, que concordou com os argumentos de uma petição protocolada pelos clubes Harmonia, Pinheiros, Paulistano, Sírio, Paineiras e São Paulo Athletic.

Segundo Juliotti, por ser tratar de entidades privadas, “elas podem estabelecer condições para admitir pessoas não associadas”, informa o jornal O Estado de S. Paulo.

Em sua defesa na época da polêmica, o Esporte Clube Pinheiros destacou que o uso de "uniformes na cor branca pelas babás, enfermeiros, cuidadores de idosos e de pessoas com necessidades especiais encontra-se regulamentada por normas internas do clube" e que a medida visa "o bem-estar e a segurança dos associados".

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