COMPORTAMENTO
15/01/2016 15:11 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

6 TED Talks para quebrar seus preconceitos com as drogas (VÌDEO)

Há muitas incertezas por aí e pouca (ou nenhuma) maturidade no debate sobre as drogas. Eu, você e praticamente todo mundo fala e ouve muita bobagem. É melhor assumir logo de início.

O TED Talks serve, muitas vezes, justamente para isso: mostrar novos ângulos, explorar virtudes, desmontar aparentes coincidências. Acima de tudo, é um motor de propulsão ao debate, a ouvir e começar a entender redes bastante complexas, exatamente como são as drogas.

Muito se fala sobre vício, cartéis, guerra às drogas, armas e famílias destroçadas. Mas há também milhares de pessoas que sabem e controlam bem suas relações com as substâncias químicas. Isso é pouco ou muito mal explorado.

O que? Como? Por quê? As drogas - lícitas e ilícitas - estão aí desde sempre. Dá até para arriscar a dizer que sempre estarão. Estes seis vídeos abaixo podem começar a desanuviar o debate e desmontar algumas certezas.

1. Ethan Nadelmann: Precisamos acabar com a Guerra contra as Drogas

Resumo: A guerra contra as drogas faz algum sentido? Quem ganha? Quem perde? Talvez você tenha alguma ideia, o reformista da política para as drogas Ethan Nadelmann, da Drug Policy Alliance, pede pelo fim do "retrógrado, sem coração, e desastroso" combate contra o tráfico. A saída? A regulamentação inteligente.


2. Ilona Szabó de Carvalho: 4 lições que aprendi ao lutar contra a influência da política de drogas e o controle de armas

Resumo: A própria Illona explica: "Muitos ainda perguntam: 'Será que a sociedade civil pode fazer tanta diferença? Será que os cidadãos podem influenciar e moldar a política global e nacional?' Nunca achei que fosse me perguntar isso, mas cá estou para compartilhar algumas lições sobre os poderosos movimentos da sociedade civil em que me envolvi. Eles defendem questões pelas quais sou apaixonada: controle de armas e política de drogas. E essas são questões que importam aqui. A América Latina é o marco inicial para ambas".


3. Johann Hari: Tudo o que você sabe sobre vício está errado

Resumo: É bem provável que você tenha tido contato com o blog de Hari aqui no HuffPost Brasil. É um dos mais acessados na nossa história e não é sem motivos. O destruidor depoimento de Hari contribui para acabar com as falsas verdades sobre vício e viciados. "O que descobri em minhas viagens é que quase tudo o que nos contaram sobre o vício está errado - e existe uma história muito diferente à nossa espera, se estivermos prontos para ouvi-la". Estamos aqui, Hari.


4. Elizabeth Pisani: Sexo, drogas e HIV. Sejamos racionais

Resumo: O debate aqui esbarra em outro vespeiro do pensamento comum: o HIV. Elizabeth traça paralelos e busca as inconsistências na política afundam milhões de pessoas e desmancham vidas. Ela espera que você compreenda que o tratamento para os viciados e para os portadores de HIV precisa mudar. Radicalmente.


5. Rodrigo Canales: O gênio mortal dos cartéis de drogas

Resumo: Com vocês, as palavras de Canales: "Se vocês decidissem passar 30 minutos tentando entender o que acontece com a violência de drogas no México, digamos, apenas pesquisando online, a primeira coisa que vocês descobririam seria que enquanto as leis estabelecem que todos os cidadãos mexicanos são iguais, existem alguns que são mais e existem alguns que são muito menos iguais do que os outros, pois vocês descobririam rapidamente que, nos últimos seis anos, algo entre 60 e 100 mil pessoas perderam suas vidas para a violência relacionada às drogas. Para colocar esses números em perspectiva, isso é oito vezes maior do que o número de mortes nas guerras do Iraque e do Afeganistão juntas". Dê o play. Machuca, mas é necessário.


6. Steven Levitt analisa a economia do crack

Resumo: O autor de Freakonomics - O Lado Oculto e Inesperado de Tudo que nos Afeta vai fundo para explicar as finanças no mundo do tráfico de drogas. É sobre isso que se trata, não? Mas nem sempre o traficante vai viver como Pablo Escobar ou El Chapo. A coisa pode ser bem mais complexa do que isso. Levitt afirma que ser um traficante de drogas de esquina rende menos que um salário mínimo.

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