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Suspeito diz que 'espíritos' o mandaram assassinar de criança indígena em Santa Catarina

14/01/2016 12:57 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Daniel Caron/FAS

Matheus de Ávila Silveira, de 23 anos, confessou os motivos que o levaram a matar a Vitor Pinto, de 2 anos, no último dia 30 de dezembro em Imbituba (SC), no litoral do Estado. O principal suspeito, que já está preso há 13 dias, confessou que ‘espíritos’ o mandaram assassinar a criança, que não foi escolhida por ser indígena, segundo ele.

“O suspeito disse que a matou porque criança é um ser sensível e a sociedade ficaria mais chocada e seria mais impactante”, afirmou o delegado Raphael Giordani, responsável pelo caso. Para ele, o crime está esclarecido e não teria motivação com preconceito contra índios, mas sim seria fruto da influência de uma religião.

A vítima estava sendo amamentada pela mãe no terminal rodoviário de Imbituba, no último dia 30, quando o suspeito se aproximou e cortou o pescoço da criança com um estilete, fugindo em seguida. Imagens de câmeras teriam captado Silveira deixando o local e roupas iguais às descritas pela família da criança foram encontradas com ele.

Segundo o jornal Diário Catarinense, o homem havia negado o crime em dois interrogatórios anteriores. Mas com os vídeos exibidos para ele, Silveira acabou confessando o assassinato. O delegado do caso disse que o suspeito declarou que os ‘espíritos’ lhe disseram que “anseios profissionais” seriam alcançados e ele conseguiria “se impor perante a sociedade”, caso matasse alguém.

“O suspeito disse que a matou porque criança é um ser sensível e a sociedade ficaria mais chocada e seria mais impactante”, completou o delegado, afirmando também ao G1 que o suspeito teria declarado não estar ‘lúcido’ no momento do crime - ele já teria um histórico de envolvimento com drogas. A mãe da criança e um taxista que passava pelo local reconheceram Silveira como o autor do homicídio.

A Polícia Civil deve pedir a prisão preventiva de Silveira nos próximos dias, para que ele siga atrás das grades. Na delegacia, aliás, ele teria praticado autoflagelação, tentando ingerir espuma de uma cama, o que suscitou a possibilidade de insanidade mental – um laudo poderá ser pedido após o inquérito.

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