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Defensora dos Direitos Humanos pode ser condenada à prisão perpétua na China

14/01/2016 13:48 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
ASSOCIATED PRESS
In this April 18, 2015 photo, Wang Yu, a lawyer for Chinese activist Li Tingting, speaks during an interview in Beijing. Li, one of five recently released Chinese women's rights activists feels her dedication to activism has grown only stronger after spending 37 days in detention with interrogators who blew smoke onto her face and insulted her sexual orientation, her girlfriend and her lawyer said. (AP Photo/Mark Schiefelbein)

Autoridades chinesas prenderam formalmente, nesta semana, uma das mais proeminentes advogadas ligada aos Direitos Humanos no país.

Wang Yu foi acusada de subverter o Estado, segundo sua defesa. A prisão de Wang é parte de uma repressão aos ativistas que ajudam chineses a lutarem por seus direitos legais. O marido da advogada também foi preso.

Junto com centenas de outros advogados, ela foi levada sob custódia em julho do ano passado e acusada, no mês seguinte, de incitar subversão e "causar uma perturbação". Geralmente, esse tipo de acusação é levantada contra os críticos do regime.

Sua detenção formal, no entanto, é um passo a mais: o procedimento geralmente leva a um julgamento e a uma condenação nas cortes chineses, controladas pelo Partido. De acordo com a BBC, ela pode ser condenada à prisão perpétua. Pelo menos cinco advogados de Direitos Humanos já foram presos formalmente sob a mesma suspeita.

A Anistia Internacional classificou a sentença como uma "tentativa deliberada das autoridades chinesas em algemar uma 'campeã da liberdade de expressão'".

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