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ALÍVIO: OMS declara fim da epidemia de Ebola na África Ocidental

14/01/2016 09:44 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
AP Photo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quinta-feira o fim do mais recente surto do vírus Ebola na Libéria, marcando a primeira vez desde o início da epidemia em 2013 em que não há nenhum caso conhecido da doença na África Ocidental.

O trabalho, no entanto, não terminou. Embora todas as cadeias de transmissão tenham sido interrompidas, mais surtos - menores - são esperados. Isso acontece porque o vírus pode perdurar em sobreviventes por até um ano, e ser transmitido através do sexo e talvez outros meios. O surto, que começou em 2013, matou 11.300 pessoas entre 28.600 casos registrados.

A Libéria foi o último país a ser declarado livre do vírus. O anúncio foi feito pela primeira vez em maio do ano passado, mas novos casos foram registrados desde então, de acordo com a OMS.

Serra Leoa foi declarada livre do Ebola em 7 de novembro e a Guiné em 29 de dezembro.

A notícia é um potencial ponto de virada na luta contra a doença, que começou nas florestas do leste Guiné em dezembro de 2013, espalhou-se por Libéria e Serra Leoa e, ao atingir seu pico de contaminação em outubro de 2014, provocou medo em todo o planeta.

Foram registrados casos em outros sete países, incluindo Nigéria, Estados Unidos e Espanha, embora quase todas as mortes tenham sido nos três países da África Ocidental. No Brasil foram registrados dois casos suspeitos, que posteriormente foram descartados.

Governos e organizações internacionais de saúde se uniram a profissionais de saúde locais para combater a doença, e o surgimento de novos casos minguou devido a campanhas de saúde pública e o esforço para localizar e isolar grupos de risco, assim como o tratamento e sepultamento seguro de pacientes e vítimas.

“Estamos agora em um período crítico na epidemia de Ebola, à medida em que passamos da administração de casos e pacientes para a administração de riscos residuais e novas infecções”, disse Brice Aylward, representante especial da OMS para a resposta ao Ebola. “Ainda esperamos mais surtos e devemos estar preparados para eles.”

(Com informações da Reuters)

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