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13/01/2016 13:28 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Inflação alta em 2015 vai fazer você pagar BEM mais Imposto de Renda neste ano

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Não é novidade que os contribuintes pagam mais impostos do que deveriam no Brasil. Mas, com a alta da inflação em 2015, acumulando aumento de 10,67% no ano, os brasileiros terão de pagar mais Imposto de Renda do que no ano passado.

Neste ano, só estará isento de prestar contas com o leão quem tiver renda de até R$ 1.903,98. Quem tem renda acima disto, terá de pagar alíquotas que variam de 7,5% a 27,5%., conforme a tabela abaixo:

tabela ir

A disparada da inflação aumentou ainda mais a defasagem da tabela do IR, cuja correção média foi calculada em 5,6% no ano passado. Mas, segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), por causa da elevação de preços durante 2015, o ideal seria que a primeira faixa do Imposto de Renda fosse a partir dos rendimentos de R$ 3.250,29, com alíquotas que variam de 15% a 27,5%.

O diretor regional do IBPT, Alexandre Fiorot, explica que a tabela do Imposto de Renda deste ano desfavorece os trabalhadores de baixa renda, pois em sua opinião, a população que ganha menos paga o mesmo valor de imposto que a população que tem salários maiores, fazendo com que a carga tributária seja cada vez mais alta.

"Enquanto as classes mais baixas saem da isenção ou mudam de faixa, os mais ricos continuam na mesma, de 27,5%", disse, acrescentando que seria preciso atualizar a tabela do Imposto de Renda anualmente, acompanhando a inflação. "Todos os anos, o governo federal tem um falso discurso e aplica um aumento disfarçado do Imposto de Renda."

Mas, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, já sinalizou que a correção da tabela do IR não é prioridade neste ano. Segundo o ministro, não há espaço fiscal para a revisão, pois o momento atual é de recuperação de receitas.

De acordo com o Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), no ano passado, a defasagem atingiu 4,81%, o maior nível nos últimos 10 anos. Em 20 anos, a defasagem chega a 72%.

(Com informações de Estadão Conteúdo)

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