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Filme que conta a história do Plano Real deve começar a ser rodado em fevereiro

13/01/2016 15:31 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Começa a ser rodado no próximo mês o filme que promete contar a história de criação do Plano Real, em 1994, no governo do então presidente Itamar Franco. A informação foi divulgada pelo colunista do portal UOL, Flávio Ricco. Em sua página no Facebook, o diretor Rodrigo Bittencourt confirmou que estará a frente do longa, inspirado no livro 3000 Dias no Bunker, do jornalista Guilherme Fiuza.

Agora é oficial! Vou dirigir o filme sobre a criaçao do plano real! Uma honra pra mim dirigir um filme como esse,...

Publicado por Rodrigo Bittencourt Ramos em Segunda, 11 de janeiro de 2016


Orçado em R$ 10,3 milhões, o projeto nasceu em 2012 e buscou via crowdfunding e também junto à Agência Nacional de Cinema (Ancine) e conta ainda com recursos da Secretaria Estadual de Cultura do Estado de São Paulo. “Esse filme será um divisor de águas no cinema brasileiro”, adiantou o premiado cineasta Cacá Diegues, que será consultor artístico e produtor associado do filme.

Pelas informações iniciais, o filme deve dar destaque ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que em 1994 era o quarto ministro da Fazenda de Itamar Franco. Coube a ele formar uma “uma seleta equipe econômica, que protegida em um bunker contra pressões políticas”, com a “finalidade de controlar a inflação e criar o Plano Real”, diz a sinopse do longa.

A expectativa de lançamento do filme é setembro deste ano. Até o momento não há informações sobre quem serão os atores, mas a perspectiva é ter atores “parecidos com as figuras públicas”, como escreveu Flávio Ricco em sua coluna.

Para quem não se lembra, o Plano Real nasceu em fevereiro de 1994, com a perspectiva de estabilizar uma fragilizada economia brasileira. Visto com desconfiança e rejeitados por vários setores da política – incluindo o Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula e Dilma Rousseff –, o plano foi bem sucedido e alçou FHC ao Palácio do Planalto naquele ano.

No seu livro, Guilherme Fiuza conta vários episódios que exaltam o clima de desconfiança que cercou o plano, e o grupo reduzido que foi composto para tocar o projeto, em um “bunker que podia ser em qualquer lugar”. Além de FHC, nomes como Pedro Malan e Gustavo Franco devem ter papel de destaque no filme, assim como possuem no livro.

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