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Enquadrados: PF indicia Vale, Samarco, VogBR, executivos e técnicos

13/01/2016 20:04 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Rogério Alves/TV Senado

Baseado na Lei de Crimes Ambientais, a Polícia Federal informou nesta quarta-feira (13) que indiciou a Samarco, a Vale a VogBR pelo rompimento da barragem em Mariana (MG).

Além das empresas, também foram indiciados o diretor presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, o coordenador de monitoramento das barragens, a gerente de geotecnia, o gerente geral de projetos e responsável técnico pela barragem Fundão, o gerente geral de operações, o diretor de operações e o engenheiro responsável pela declaração de estabilidade da barragem Fundão em 2015, que atestou a estabilidade das estruturas. A pena é de reclusão de um a cinco anos.

Em nota, a Polícia Federal argumentou que eles foram capazes de “causar poluição em níveis que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora”, como está previsto na lei.

Ao Estado de Minas, a Samarco disse que não concorda com o indiciamento dos profissionais porque não há nenhuma conclusão pericial.

A Vale disse que o "indiciamento reflete um entendimento pessoal do delegado e ocorre em um momento em que as reais causas do acidente ainda não foram tecnicamente atestadas e são, portanto, desconhecidas”.

A VogBR informou que não foi comunicada oficialmente.

Desastre

A barragem de Mariana rompeu no último dia 5 de novembro, gerando um tsunami que lama que destruiu o distrito, a fauna e a flora da região.

A tragédia deixou pelo menos 11 mortos e mais de 600 desabrigados. O desastre deixou cidades sem água e, recentemente, a lama chegou ao litoral baiano, depois de passar pelo Espírito Santo.

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