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Como a artilharia de Cerveró pode prejudicar Lula, FHC e Dilma

13/01/2016 21:33 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/Agência Brasil/Instituto Lula/Agência PT

As tratativas da negociação da delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró conseguiram atingir os três últimos presidentes do Brasil: Fernando Henrique Cardoso, Lula e a atual Dilma, sem poupar PSDB ou PT.

Com a artilharia apontada para petistas e tucanos, Cerveró se tornou uma bomba-relógio. Lideranças dos dois partidos trabalham para reduzir os danos das falas de Cerveró:

Dilma Rousseff

Denúncia: Segundo Cerveró, a presidente teria autorizado que o senador Fernando Collor (PTB-AL) indicasse cargos de chefia na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.

Com a delação de Cerveró, o Planalto volta ao centro da Operação Lava Jato e teme influência nos rumos do impeachment.

O PSDB já anunciou que vai pedir ao Tribunal de Contas da União a inclusão das falas do ex-diretor da estatal nas ações que pedem a cassação da chapa de Dilma e do vice Michel Temer.

Parte da oposição aproveita para usar os trechos da conversa de Cerveró para atacar os petistas:

Lula

Denúncia: Entre outros, Cerveró disse que o ex-presidente lhe deu um cargo público, em 2008, em reconhecimento pela ajuda para quitar um empréstimo feito pelo fazendeiro José Carlos Bumlai. A negociação é considerada fraudulenta por investigadores da Lava Jato.

Eterno pré-candidato do PT à presidência da República, o ex-presidente vê sua imagem ser minada a cada citação na Lava Jato ou na Zelotes.

O temor de aliados é o enfraquecimento não só do presidente como do partido como um todo.

FHC

Denúncia: Segundo Cerveró, o governo tucano recebeu US$ 100 milhões de propina na compra do conglomerado de energia argentino Pérez Companc (PeCom) pela Petrobras, em julho de 2002.

A inclusão do nome de Fernando Henrique na lista de envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras mina os argumentos do PSDB de que o PT desmantelou a Petrobras.

Além de dar margem para a interpretação de que a legenda também usava as diretorias da estatal para inflar o caixa dos partidos, as falas de Cerveró fortalecem o discurso dos petistas contra o tucano.

Fiel da balança

Após a exposição de FHC, o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima, adotou um tom ameno quanto ao ex-presidente Lula. Ao O Globo, o senador disse que “não se faz politicagem com isso”.

Já os petistas, usam a citação ao ex-presidente tucano para dizer que o esquema de corrupção na estatal era sistemático.

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