NOTÍCIAS

A PM que lançou uma bomba a cada 7 segundos ainda tem os seus 'caveirões' para reprimir protestos em SP

13/01/2016 13:18 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Montagem/Facebook SSP e Twitter

Eles foram apresentados com grande entusiasmo na semana passada. Eles foram vistos – alguns ‘escondidos’ – em pontos estratégicos durante os dois protestos deste ano do Movimento Passe Livre (MPL) em São Paulo. Comprados de Israel por R$ 30 milhões, os seis ‘caveirões’ comprados pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) vieram para ficar.

Em meio aos episódios de forte repressão da Polícia Militar, os veículos blindados podem imprimir um capítulo ainda mais contundente na ‘preservação da ordem’, como prega o Palácio dos Bandeirantes, ou na ‘violência indiscriminada e gratuita’, como pregam os manifestantes e os movimentos sociais que acompanham os atos contra o reajuste da tarifa do transporte público.

“É um investimento de R$ 30 milhões do governo do Estado para que a PM possa ter todas as condições necessárias para qualquer combate mais duro à criminalidade”, pontuou o secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, em evento no qual Alckmin fez a entrega das chaves dos veículos, chamados em SP de ‘guardiões’, como uma fuga do termo ‘caveirão’ dos veículos usados pela PM do Rio nos morros.

:: NÃO TEM DINHEIRO PRA TARIFA ZERO, MAS TEM PRA REPRESSÃO??O governo do Estado gastou 30 milhões de reais nos novos brinquedos: tanques de guerra comprados de Israel. A justificativa é que usarão em jogos de futebol (!) e desastres civis. No entanto, os tanques já desfilavam na rua no primeiro ato contra a tarifa.O investimento em repressão mostra o dialogo que o governo realiza com o povo: através apenas de seu braço armado. A guerra é declarada contra o povo que luta por dignidade e respeito.NÃO VAI TER REPRESSÃO QUE NOS IMPEÇA DE LUTAR!NEM AUMENTO, NEM TARIFA!R$ 3,80 EU NÃO PAGO!https://www.facebook.com/events/800394596749734/

Publicado por Passe Livre São Paulo em Terça, 12 de janeiro de 2016


Segundo manifestantes ouvidos pela reportagem do HuffPost Brasil, os veículos blindados da PM paulista foram vistos durante os dois atos do MPL na capital, nem todos à vista do público. Todavia, não foram utilizados ativamente na repressão aos manifestantes, o que pode mudar a partir do próximo ato, marcado para a próxima quinta-feira (14), no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo.

O governador Geraldo Alckmin e o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, entregaram nesta quarta-feira...

Publicado por Segurança Pública SP em Quarta, 1 de julho de 2015


Uma bomba a cada 7 segundos

Levantamento do jornal O Estado de S. Paulo aponta que a PM lançou uma bomba de efeito moral a cada sete segundos para dispersar o ato do MPL desta terça-feira (12). A contagem tomou por base um vídeo divulgado no Facebook do coletivo Território Livre, grupo que apoia as manifestações contra o reajuste da tarifa. Em seis minutos de imagens, são lançados pelo menos 49 artefatos explosivos.

REPRESSÃO AO SEGUNDO GRANDE ATO - VISTA AEREA

REPRESSÃO AO SEGUNDO GRANDE ATO CONTRA O AUMENTO DA TARIFA(VISTA AÉREA)O choque não permitiu que o ato saísse. O percurso pela Rebouças até o Largo da Batata foi ilegalmente proibido pela polícia, que em poucos minutos reprimiu os manifestantes brutalmente, ainda na concentração. Cercados por todos os lados, os manifestantes não tinham para onde correr e, em meio a uma chuva de bombas, muitos foram feridos e alguns presos!Não sairemos das ruas!Não tem arrego!3,80 NÃO

Publicado por território livre em Terça, 12 de janeiro de 2016


Os estilhaços das granadas da Tropa de Choque, junto aos golpes de cassetete da chamada Tropa do Braço, contribuíram para deixar ao menos 24 pessoas feridas, algumas em estado grave. Uma repórter da TV Gazeta e um fotógrafo foram atingidos. O vídeo que mostra a ação dos policiais foi feito com um celular, do alto de um prédio, no encontro da Avenida Paulista com a Rua da Consolação.

O local foi palco do impasse entre o comando da PM e as lideranças do MPL. Os policiais exigiam que o ato seguisse para o centro de São Paulo e terminasse na Praça da República. Todo o efetivo da tropa foi montado para este trajeto. Os homens do Choque e os blindados israelenses foram posicionados de uma forma que impedia a descida do MPL pela Avenida Rebouças até o Largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O trajeto tinha sido definido pelos manifestantes.

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS:


LEIA TAMBÉM

- Covardia! 'Segurança gato' do metrô de SP agride estudante na Estação Sé

- ASSISTA: Protesto contra aumento da passagem em BH termina com repressão da PM

- Haddad critica manifestação do MPL em frente a sua casa

- Atingido por bala de borracha de PM, homem morre em Santa Catarina