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Comboios de ajuda chegam a Madaya: 'As pessoas estão em condições desesperadoras'

12/01/2016 10:24 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
ASSOCIATED PRESS
In this Monday, Jan. 11, 2016 photo, a young boy waits to be evacuated from the besieged town of Madaya, northwest of Damascus, Syria. Aid convoys reached three besieged villages on Monday — Madaya, near Damascus, where U.N. humanitarian chief Stephen O'Brien said about 400 people need to be evacuated immediately to receive life-saving treatment for medical conditions, malnourishment and starvation, and the Shiite villages of Foua and Kfarya in northern Syria. Reports of starvation and images of emaciated children have raised global concerns and underscored the urgency for new peace talks that the U.N. is hoping to host in Geneva on Jan. 25. (AP Photo)

Pelo menos 300 pessoas foram retiradas nesta terça-feira (12) da cidade síria de Madaya, a noroeste de Damasco, sitiada pelo Exército e pelo grupo xiita libanês Hezbolah, informou o diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abderrahman.

Segundo Abderrahman, há mais de 400 pessoas doentes que precisam receber tratamento urgente e que aguardam para serem retiradas em breve. A Organização das Nações Unidas (ONU) informou na segunda-feira (11) à noite que centenas pessoas deveriam ser retiradas de Madaya para não morrerem.

"O que vimos é de cortar o coração. As pessoas estão em condições desesperadoras, e vimos muitas pessoas subnutridas", contou Pawel Krzysiek, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. "Praticamente todos as pessoas que vieram falar comigo perguntaram: 'você trouxe pão? estou faminto.'".

Um comboio de ajuda humanitária chegou à cidade, que está sitiada há seis meses por forças pró-governamentais, em uma operação coordenada pelo Crescente Vermelho sírio e pela Cruz Vermelha. Relatos sobre casos de sírios passando fome em Madaya provocaram clamor internacional e obrigaram o regime sírio a autorizar o acesso à localidade.

Durante uma visita a um hospital em Madaya, os voluntários de agências humanitárias encontraram 400 sírios passando fome, com desnutrição e outros problemas de saúde, disse o chefe para Assuntos Humanitários das Nações Unidas, Stephen O’Brien, após reunião do Conselho de Segurança, confirmando a urgência de retirar cerca de 400 sírios que correm perigo de vida.

"Algumas pessoas nos mostraram fotos de parentes que estão fracos, e outras nos mostram fotos do que comeram nos últimos dias, como água com tempero e grama cozida", contou Krzysiek ao Guardian.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) relatou que pelo menos 28 pessoas morreram de fome em Madaya, desde 1º de dezembro.

Segundo O'Brien, além de garantias por parte do Governo sírio para que o local possa ser evacuado em segurança – seja por terra ou por ar – são necessárias também garantias das “outras partes” envolvidas no conflito.

Em um relato enviado por mensagem de texto, um representante da Acnur, agência da ONU para refugiados, afirmou que há uma multidão de crianças passando fome. "Está frio e chovendo, mas as pessoas estão animadas porque chegamos com comida e cobertores", comentou Sajjad Malik. Os primeiros caminhões chegaram levando arroz, óleo e lentilhas, e foram descarregados durante a madrugada.

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(Com informações da Agência Brasil)

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