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Cinco vezes Messi. Astro argentino é a prova que o menino calado e deslocado pode ser um gênio

11/01/2016 17:53 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

lionel messi

Não convém duvidar de quem pouco fala. Pode ser concentração, amor e dedicação pelo o que faz.

Lionel Messi, ao subir ao palco para receber a merecida quinta bola de ouro de sua magistral carreira, comprova a tese: quem se vende melhor é quem cumpre a missão.

E em 2015, Messi foi mais Messi do que nunca.

Driblou, correu (mais que em 2014, pela condição física) e fez mais gols do que jogos (58 tentos em 57 partidas). Um deles, o antológico contra o Athletic Bilbao, acabou indicado ao Prêmio Puskas, como um dos mais bonitos do ano.

lionel messi barcelona

É claro: os companheiros de Barcelona ajudam. E muito. Incluindo na lista um tal Neymar, brasileiro que serve como contraponto fora dos gramados, mas trilha com a bola nos pés o rumo da genialidade traçada pelo portenho.

Mas é importante sempre lembrar que o jeito calado, compenetrado, quase alheio a tudo e a todos é - além da perna canhota histórica -, a grande marca do camisa 10.

É como se Messi quisesse nos lembrar com sua assustadora fúria goleadora, passes milimétricos ou lançamentos dignos de alguns dos melhores quarterbacks da NFL que não é preciso falar muito sobre si mesmo, vangloriar-se ou estar presente em todos os momentos. Basta dedicar-se ao futebol.

Neste ano, o argentino foi o escolhido por 41,3% dos votos de técnicos, capitães e jornalistas do mundo com direito ao voto. Cristiano Ronaldo recebeu 27,75%, e Neymar teve 7,8%.

Com a quinta vitória, o camisa 10 do Barça, que já havia faturado o troféu em 2009, 2010, 2011 e 2012, passa a ter vantagem de duas premiações para o português Cristiano Ronaldo (2008, 2013 e 2014). Também com três prêmios estão o francês Zinedine Zidane (1998, 2000 e 2003) e Ronaldo (1996, 1997 e 2002).

lionel messi barcelona

De uma certa forma, o pacato argentino da ainda mais pacata Rosário diz - sem dizer uma palavra - que o melhor a se fazer é respeitar a individualidade, fugir dos holofotes desnecessários e da bajulação eterna do futebol internacionalizado.

Não é que nada disso torne impossível a glória de um atleta ou de um profissional qualquer de uma outra profissão. Cristiano Ronaldo está aí para comprovar. Outros tantos de todos as áreas também.

Mas só Messi consegue dizer com os pés o que é incapaz de dizer com as palavras.

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