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Brasil deverá ter o 2º pior desempenho econômico entre 93 países em 2016, diz Bloomberg

11/01/2016 17:05 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Mario Tama via Getty Images
RIO DE JANEIRO, BRAZIL - SEPTEMBER 23: A man walks in front of a painted Brazilian flag and other graffiti on a downtown street on September 23, 2015 in Rio de Janeiro, Brazil. The U.S. dollar climbed to record highs against the Brazilian real yesterday. Brazil's economy continues to slide amidst a recession and massive corruption scandal at the state-owned oil giant Petrobras. The country is set to host the Rio 2016 Olympic Games. (Photo by Mario Tama/Getty Images)

O Brasil deve ser o segundo país com o pior desempenho econômico, ficando atrás apenas da Venezuela. Foi o que revelou um estudo realizado pela Bloomberg, após consultar economistas.

A lista das "piores" economias para este ano foi baseada na perspectiva do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país. Neste contexto, a Venezuela deve ter uma contração de 3,3% neste ano, a pior projetada para qualquer um dos 93 países analisados.

O Brasil segue a Venezuela, com uma perspectiva de PIB negativo no ano. Para 2015, o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, prevê que o PIB feche o ano em queda de 3,7%. Se confirmado, o resultado será o pior em 25 anos. Para este ano, os economistas preveem uma queda de 2,5%.

Atrás do Brasil estão a Grécia, Rússia, Equador, Argentina, Japão, Finlândia, Croácia e Suíça.

Segundo a publicação, a perspectiva para a economia brasileira é bem preocupante. "A projeção para o PIB do Brasil em 2016, combinada com a queda do ano passado, coloca o país em sua recessão mais profunda desde 1901, pelo menos", analisa, acrescentando que duas importantes agências de classificação (Fitch e Standand & Poor's) já rebaixaram o rating soberano do País para o status de "junk".

Na América Latina, a Venezuela luta contra a escassez de produtos básicos, como medicamentos, e contra o colapso do preço do petróleo, que corresponde por 95% das exportações do país. Na Argentina, os economistas veem uma nova direção com o presidente recém-eleito Mauricio Macri para evitar uma "catástrofe econômica" e queda do PIB.

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