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Integrante da Bancada da Bala, deputado Éder Mauro é alvo de inquérito do STF pelo crime de tortura

10/01/2016 15:23 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02
Reprodução/Facebook

O deputado federal Éder Mauro (PSD-PA) é alvo de uma investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de tortura e extorsão. O inquérito foi aberto na semana passada e o relator será o ministro Luiz Edson Fachin. Mauro é integrante da Bancada da Bala, além de ser delegado de polícia e ter sido o deputado mais votado no Pará em 2014.

O processo, remetido pelo Tribunal de Justiça do Pará ao STF em setembro do ano passado, envolve o pai e um filho - uma criança de 10 anos - como supostas vítimas. O crime teria ocorrido em 2009. O deputado e cinco policiais então subordinados a ele também foram denunciados pelo mesmo crime por forjar um flagrante de extorsão contra uma mulher.

De acordo com as investigações, ela teria sido atraída ao escritório do então prefeito da cidade de Santa Izabel, Mario Kato, para ser paga por uma dívida contraída pelo juiz do município, Augusto Cavalcante, quando foi abordada e agredida pelos policiais. A vítima e dois filhos teriam sido ameaçadas de execução sob a mira de armas de fogo.

O relatório do Ministério Público sobre o episódio menciona "intensa sessão de espancamento" e "violento sofrimento físico e mental, conforme comprovado pelo exame de corpo de delito realizado nas vítimas". O grupo foi absolvido por falta de provas em 2013. Mas um promotor de Justiça apelou da decisão porque as testemunhas que depuseram a favor de Éder ou possuíam vínculos de amizade ou eram funcionárias do delegado.

"Tratou-se na verdade de uma trama mal-ajambrada entre o juiz, o prefeito de Santa Izabel e o primeiro denunciado (Éder Mauro), com o claro objetivo de subtrair da vítima as notas promissórias que comprovam a dívida do magistrado para com a vítima", argumentou a promotoria.

Em sua página no Facebook, Mauro disse que tudo não passa de “perseguições políticas por desespero de adversários”. Segundo ele, tudo o que ele fez e faz é “para defender a família paraense” e que “bandido deve ser tratado como bandido”. O parlamentar ainda disse que nunca respondeu a algum crime relacionado à corrupção.

ESCLARECIMENTODeputado Delegado Éder Mauro esclarece notícia veiculada na imprensa e redes sociais.#Emdefesadafamília

Publicado por Delegado Eder Mauro em Sábado, 9 de janeiro de 2016


Na Câmara, Mauro defende a diminuição nas restrições para a aquisição de armas e a ampliação do porte para mais categorias profissionais, previsto no novo Estatuto do Desarmamento. "Hoje o cidadão de bem é que vive atrás das grades porque o Estado não garante a sua segurança. Então, o cidadão tem, sim, de ter o direito de se defender sozinho", argumentou o deputado durante uma sessão na Câmara no ano passado.

(Com Estadão Conteúdo)

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