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09/01/2016 11:10 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02

Manifestantes denunciam 'prova plantada' pela PM e truculência antes de ação black bloc em ato contra tarifa de SP (VÍDEO)

Montagem/Reprodução Facebook

A Polícia Militar de São Paulo prendeu 17 pessoas no 1º Ato contra a Tarifa do transporte público, organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL), e que terminou com cenas de violência e vandalismo nas ruas da capital paulista. Se a corporação garante que sua ação foi necessária, manifestantes denunciam truculência excessiva e pior: provas que teriam sido ‘plantadas’ para criminalizar alguns detidos.

Um vídeo divulgado pela rede Jornalistas Livres mostra a abordagem de um grupo de PMs na região da Praça Roosevelt. Lá, um artefato encontra na rua por um policial acaba sendo misturado aos pertences da mochila de um dos jovens.

9 PASSOS PARA FORJAR UMA EVIDÊNCIADurante a ação policial no ato desta sexta-feira contra o aumento da tarifa, quatro...

Publicado por Jornalistas Livres em Sexta, 8 de janeiro de 2016


Na manhã deste sábado (9), todos os 17 detidos no protesto já haviam sido liberados. A suspeita de provas plantadas em abordagem da PM paulista em manifestações já possui pelo menos um precedente conhecido. Em 2014, Fábio Hideki Harano e Rafael Marques Lusvargh ficaram presos por mais de 40 dias por supostamente estarem portando um objetos cujo conteúdo seria combustível.

Perícias complementares confirmaram apenas o que ambos sempre disseram desde o início: que não estavam portando tais objetos – alegação que levou até mesmo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) a pedir a absolvição de ambos na Justiça, o que ocorreu no ano passado.

A reportagem do HuffPost Brasil enviou uma solicitação de esclarecimentos à Secretaria de Segurança Pública (SSP) acerca do vídeo que mostra a ação policial desta sexta-feira. Em nota enviada por volta das 14h, a secretaria diz "não haver indícios de má conduta dos policiais", mas que a Polícia Civil investigará o caso.

nota ssp

O que a polícia irá investigar é a agressão de um policial à paisana contra um manifestante que já estava dominado. A imagem percorreu as redes sociais ao longo da noite de sexta-feira e causou revolta, sobretudo por um outro agente, este fardado, ter apontado uma arma para o rosto do rapaz, que estava no chão. Ao jornal O Estado de S. Paulo, a PM disse que irá investigar o fato.

Presos no ato: 7 foram encaminhados ao 78o. DP nos Jardins e 30 pessoas ao 2o. DP no Bom Retiro

Publicado por território livre em Sexta, 8 de janeiro de 2016


----------------Anonymous Black Faces----------------- Ato em São Paulo ontem e mais um flagrante de Vandalismo do...

Publicado por Anonymous Black Faces em Sábado, 9 de janeiro de 2016


A manifestação contou com 10 mil pessoas, segundo os organizadores (para a PM, foram 3 mil) e começou em frente ao Theatro Municipal, no centro da cidade. Às 18h teve início a caminhada, com mascarados na linha de frente. O grupo passou pelo Largo do Paiçandu, acessou a Avenida Tiradentes e entrou no Túnel do Anhangabaú.

Por volta das 19h20, a confusão começou na confluência das Avenidas 23 de Maio e 9 de Julho, quando um veículo ficou no meio da passeata e deu a ré. Mascarados foram na direção do carro e a PM reagiu com bombas de efeito moral. Uma tentativa dos manifestantes em fechar os dois sentidos das avenidas também fez a polícia reprimir o ato.

Filmei o início do ataque da PM à manifestação.

Publicado por Maurício Fiore em Sexta, 8 de janeiro de 2016


Como em manifestações do passado recente, a dispersão causou mais malefícios do que benefícios, provocando vários atos de vandalismo dos chamados ‘black blocs’. De acordo com a PM, três agências bancárias foram danificadas, e um carro da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), além de outro da SPTrans e duas viaturas da PM, foram depredados pelos mascarados. Alguns ônibus também foram alvo dos black blocs.

Algumas imagens mostram agressões desproporcionais da polícia, até contra mulheres.

momento da prisão absurda e gratuita de um companheiro lutador no ato deste dia 8.

Publicado por território livre em Sexta, 8 de janeiro de 2016


Em sua página no Facebook, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu a legitimidade da atuação policial e reforçou que atos de vandalismo não serão tolerados.

São inaceitáveis os atos de vandalismo e a destruição de patrimônio público ocorridos hoje na Capital. A PM agiu e...

Publicado por Geraldo Alckmin em Sexta, 8 de janeiro de 2016


Neste sábado (9), a passagem sobe de R$ 3,50 para R$ 3,80. Segundo Vitor dos Santos, porta-voz do MPL, o foco da manifestação foi e segue sendo a revogação dos novos preços. “Os políticos falam que a decisão é técnica, mas beneficia mais os empresários do que a população. Eles têm de tirar dinheiro dos ricos, não do povo que faz girar essa cidade”, disse.

Um novo protesto, o segundo contra o aumento da tarifa na capital e nos trens do Metrô e da CPTM, já foi marcado pelo MPL para a próxima terça-feira (12). O movimento espera que a força da rua gere o mesmo resultado de junho de 2013, quando o aumento de R$ 3 para R$ 3,20 foi revogado após uma série de protestos por todo o País.

Violência também no Rio

Pelo menos um ônibus foi depredado, um ponto de ônibus acabou destruído e uma agência bancária teve os vidros quebrados durante tumulto no centro do Rio de Janeiro, na noite desta sexta (8). Um homem foi detido acusado de atirar pedras contra policiais militares. Até a conclusão desta edição não havia registro de pessoas feridas. A confusão começou por volta das 20h20, ao final de um protesto contra o reajuste da tarifa dos ônibus municipais, que subiu de R$ 3,40 para R$ 3,80 no último dia 2.

Segundo os organizadores do ato, cerca de 2 mil manifestantes participaram da manifestação, que começou na Cinelândia e seguiu pacífica até a estação ferroviária Central do Brasil, no centro. Ali, já ao final do ato, pessoas começaram a atirar pedras e rojões contra guardas municipais e policiais militares, que revidaram com bombas de efeito moral e de gás pimenta.

ATO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM ACABA EM CONFRONTO NA CENTRALO Ano de 2016 começou já com confronto entre...

Publicado por Correio do Rio em Sábado, 9 de janeiro de 2016


O tumulto se estendeu pela avenida Presidente Vargas e pelas ruas próximas, onde o enfrentamento entre policiais e vândalos continuou. Dois acessos à estação de metrô da Central foram fechados. A interdição de ruas pela Polícia Militar obrigou os ônibus que têm ponto ao redor da ferrovia a mudar seus trajetos. A situação causou grande transtorno a quem queria embarcar nos ônibus.

A confusão inicial durou cerca de 10 minutos e fez muita gente correr para dentro do saguão da Central do Brasil, que por alguns minutos ficou tomada pelo cheiro de gás pimenta. Devido à confusão, os manifestantes se dispersaram, mas grupos de vândalos mascarados se espalharam pelo centro, causando tumulto e depredações.

REPRESSÃO ANACRÔNICA "A PM do Rio resolveu, no meio de um protesto violento, com bomba e pedras pra todo lado, jogar...

Publicado por midiacoletiva.org em Sexta, 8 de janeiro de 2016


Atrás da Central do Brasil, próximo a um terminal rodoviário, mais de dez bombas de efeito moral foram lançadas pelos policiais militares para conter os manifestantes. Um ônibus da viação Reginas foi esvaziado e depredado pelos baderneiros. A PM impediu que o veículo fosse incendiado. Manifestantes fizeram pelo menos três barricadas, ateando fogo em lixo para impedir a aproximação dos policiais, e os confrontos se estenderam pela noite.

Na Avenida Rio Branco, ao menos duas bombas de efeito moral foram atiradas por policiais militares contra manifestantes mascarados, que jogavam pedregulhos contra eles. Uma agência bancária situada entre a Presidente Vargas e a Rua da Alfândega foi depredada. No trecho, os manifestantes montaram uma barricada de lixo, incendiando-a em seguida. Ainda na Rio Branco, os mascarados, armados com paus e pedras, derrubaram telas e tapumes de proteção das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), cujos trilhos estão sendo instalados. Os tapumes foram atravessados na pista, para dificultar a aproximação dos policiais militares que perseguiam os envolvidos no quebra-quebra.

No trajeto antes da confusão, os manifestantes entoaram coros como "eta, eta, eta, se não baixar a tarifa a gente pula a roleta". Desde o início, um grupo de aproximadamente 20 homens vestidos com roupas pretas, usando máscaras e com bandeiras com o símbolo anarquista, era o mais vigiado pelos policiais.

[RIO DE JANEIRO]ATO CONTRA O AUMENTO DA TARIFA CHEGA À ESTAÇÃO CENTRAL DO BRASIL!3,80 NÃO!

Publicado por território livre em Sexta, 8 de janeiro de 2016


Embora o protesto tivesse o transporte público como tema principal, as reivindicações de cada grupo participante eram múltiplas, com críticas aos governos municipal, estadual e federal e aos políticos em geral. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) foi criticado em vários discursos. O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) foi menos citado, mas também recebeu críticas. Embora figurassem em muitos cartazes e faixas como alvo de críticas, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) não foram citados nos discursos.

(Com Estadão Conteúdo)

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