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Autoridades discutem extradição para os EUA de chefe do tráfico preso no México

09/01/2016 13:24 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02
Edgard Garrido/Reuters

Logo após a captura de Joaquin "El Chapo" Guzman, chefe de uma quadrilha internacional de tráfico de drogas no México, o Cartel de Sinaloa, iniciou-se a discussão sobre a possível extradição do criminoso para os Estados Unidos. Ele foi preso nesta sexta-feira (8) por fuzileiros navais mexicanos.

Os líderes do México evitaram falar sobre a extradição após a captura de Guzman, mas mesmo se eles decidirem mandá-lo para os EUA, o processo provavelmente não seria rápido. Por enquanto, ele foi enviado de volta para o Altiplano, prisão de segurança máxima da qual ele escapou em julho do ano passado.

Os pedidos de extradição começaram em fevereiro de 2014, na primeira vez em que Guzman foi capturado. Ele é acusado de tráfico de drogas em vários estados norte-americanos. Na época, o governo do México insistiu que poderia lidar com o homem, que já tinha escapado de uma prisão de segurança máxima. As autoridades do país sustentavam que ele deveria pagar sua dívida com a sociedade mexicana em primeiro lugar.

Então Guzman escapou pela segunda vez em 11 de julho de 2015, por meio de um túnel. "Eles têm que extraditá-lo", disse Alejandro Hope, analista de segurança no México. "É praticamente uma obrigação". A demanda das autoridades americanas remetem aos anos 90, quando alguns narcotraficantes colombianos acabaram em prisões dos EUA. O maior deles, Pablo Escobar, conseguiu impedir a sua extradição, mas foi morto em seu país natal em 1993.

O senador Marco Rubio, pré-candidato à presidência dos EUA pelo Partido Republicano, concorda com essa tese, exigindo que Guzman ser imediatamente entregues às autoridades americanas. "Uma vez que 'El Chapo' já escapou da prisão mexicana duas vezes, esta terceira oportunidade de trazê-lo à justiça não pode ser desperdiçada", disse Rubio.

Guzman, uma figura lendária no México, que passou de filho de um fazendeiro para um dos maiores chefes do tráfico de drogas no mundo, foi preso depois de um tiroteio entre homens armados e fuzileiros navais mexicanos na casa em Los Mochis, uma cidade à beira-mar no estado de Sinaloa, onde Guzman nasceu.

A operação de sexta-feira resultou de seis meses de investigação e recolhimento de informações pelas forças mexicanas, que localizaram Guzman no estado de Durango em outubro. Mas ele estava com duas mulheres e uma criança, o que impediu uma ação para capturar o criminoso. Depois de localizá-lo em Los Mochis, os fuzileiros decidiram iniciar a operação de captura nesta sexta-feira, e houve tiroteio. Cinco suspeitos foram mortos e outros seis presos. Um fuzileiro foi ferido.

Guzman e seu chefe de segurança, "El Cholo" Ivan Gastelum, conseguiram fugir através de bueiros para a rua, onde carros os esperavam para a fuga. Eles foram presos posteriormente em uma rodovia.

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