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Violência na Alemanha: O que se sabe sobre os ataques do Ano Novo

08/01/2016 16:55 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02
Reuters

Autoridades alemãs investigam uma onda de ataques ocorrida na noite de Ano Novo na cidade de Colônia, perto da catedral, principal ponto turístico da cidade.

Nesta sexta-feira (8), o chefe da polícia, Wolfgang Albers foi removido do cargo em meio a críticas sobre a atuação de seus agentes que não conseguiram evitar as agressões sexuais e os roubos contra mulheres durante a noite de Ano Novo.

A polícia de Colônia informou que Albers, de 60 anos, foi suspenso temporariamente e que o gabinete irá discutir o caso formalmente na terça-feira, mas que ele não voltará ao trabalho.

Até agora, algumas informações já foram divulgadas sobre os crimes, mas a investigação ainda vai ter muito trabalho pela frente. Como há alguns requerentes de asilo entre os suspeitos, há o temor de que o incidente agrave a onda de xenofobia na Alemanha.

A primeira ministra alemã, Angela Merkel que defende uma postura acolhedora aos refugiados, afirmou que é necessário manter o respeito pelo Estado de Direito e pelos milhares de inocentes que buscam proteção.

Em primeiro lugar, trata-se de uma criminalidade, e não sobre os refugiados", disse o porta-voz de Merkel.

A chanceler, no entanto, não descarta alterar a legislação do país para responder severamente ao episódio. Atualmente, de acordo com a lei alemã, apenas os refugiados com penas de mais de dois anos de prisão podem ser expulsos para o país de origem

O vice-chanceler alemão e presidente do Partido Social Democrata (SPD), Sigmar Gabriel, afirmou que apoia a expulsão dos refugiados que sejam condenados.

“Estamos estudando as opções legais para mandar de volta, ao país de origem, os requerentes de asilo que cometem crimes", disse Sigmar Gabriel, que também é ministro da Economia e Energia.

De acordo com Sigmar Gabriel, o processo de expulsão de requerentes de asilo e refugiados deve ser melhorado e a condenação deve ser mais rápida e mais eficiente.

31

suspeitos foram identificados pela Polícia Federal

21

suspeitos são investigados no momento pela Polícia de Colônia

18

suspeitos são requerentes de asilo no país

121

queixas de agressão foram registradas

2

dos casos de agressão foram registrados como estupro

1.000

homens, aproximadamente, a maioria de origem estrangeira, roubaram, ameaçaram e agrediram mulheres na cidade

2

suspeitos foram presos pela polícia de Colônia, mas liberados por falta de provas

3

suspeitos foram estão em prisão preventiva, por suspeita de roubo

(Com informações da DW e da Agência Brasil)