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'Não dormi arrependido e peço que me perdoe', escreveu homem que roubou advogado no Ano Novo e devolveu o dinheiro

08/01/2016 13:10 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02
Reprodução/Facebook

Eduardo Goldenberg, um advogado de 46 anos, teve sua carteira roubada na noite do Ano Novo em Copacabana (RJ). Passado o transtorno, dias depois Goldenberg foi surpreendido com a devolução do dinheiro e uma carta emocionante do ladrão com pedido de desculpas.

Goldenberg compartilhou a história em um post do Facebook. Ele contou que na carteira carregava documentos, cartões de banco, cartões de visita e R$ 1.017,00 em dinheiro. "Nada disso importa, é 31 de dezembro, que façam bom uso do dinheiro, dos documentos eu peço a segunda via e vamos pra festa que é o que interessa", disse.

No dia seguinte, o advogado foi informado pelo Facebook que sua carteira havia sido encontrada com todos os documentos, mas sem os cartões de visita e sem dinheiro.

Na terça-feira (5), em seu primeiro dia de trabalho, ele conta que havia um envelope à sua espera. "Senti que era dinheiro, só no tato. Entrei, já aflito. Tranquei a porta. Acendi as luzes, sentei-me, pus os óculos, abri com cuidado o envelope e contei, atônito, R$ 967,00 em dinheiro."

Junto com o valor, uma carta manuscrita dizia:

"Dr. Eduardo estou devolvendo seu dinheiro que eu peguei da sua carteira no dia 31 em Copacabana. Não dormi arrependido e peço que me perdoe. Feliz Ano Novo. Só tirei cinquenta reais pra comprar uma champanhe pra minha mãe.

Fábio"

"Eu só chorava. Quem me protege não dorme", disse o advogado no post. leia na íntegra o relato:

Estou desde terça-feira, 05/01/2016, ainda impactado, decidindo com meus botões se conto ou se não conto a história que...

Publicado por Eduardo Goldenberg em Quinta, 7 de janeiro de 2016


Em entrevista ao Correio Braziliense, o advogado contou que ficou comovido com a atitude. "Não é fácil fazer o que ele fez. Pensei ainda no tipo de pessoa que poderia ser, uma criança talvez, por conta da letra, por citar o presente para a mãe. (...) Não vou saber nunca quem foi, mas fiquei com pena”, disse.

Ele concluiu que “é um grande prenúncio de coisas boas para o ano” e que se sente “premiado” por ter sido o alvo de um sentimento de arrependimento de outra pessoa.

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