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Estudante é indiciada após chamar funcionária de 'macaca' na UEMG

08/01/2016 10:36 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02
Reprodução/Facebook

A Polícia Civil finalizou o inquérito e indiciou nesta quarta-feira (6) uma aluna envolvida na ocorrência de injúria racial registrada no câmpus de Passos (MG) da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG). O caso aconteceu em outubro do ano passado, quando ao lado de outras duas estudantes ela teria chamado de "macaca" uma funcionária do setor de limpeza.

O inquérito agora segue para a apreciação do Ministério Público que poderá oferecer denúncia. As três alunas envolvidas são do curso de administração e a ofensa teria ocorrido quando três funcionárias de uma empresa terceirizada limpavam um corredor da universidade na hora do intervalo das aulas.

As ofendidas disseram que as três estudantes teriam proferido palavras racistas. Porém, ao longo do inquérito, duas delas foram inocentadas porque teriam apenas reclamado da situação com frases como "isso não é hora de lavar o corredor" e "agora é hora do intervalo, vacas". Somente a que foi indiciada teria usado o termo macaca contra uma das vítimas.

"Para de limpar, sua macaca. Por que ainda está limpando? Já falamos para parar", disse a aluna indiciada.

Punição

Alunos se colocaram ao lado das funcionárias e dias após o ocorrido mais de 200 fizeram um protesto nas ruas da cidade. De acordo com o delegado Marcos Pimenta, que cuidou do caso, se condenada, a estudante pode pegar até 3 anos de prisão e ainda ter de arcar com uma multa.

Movimentos coletivos de estudantes soltaram uma nota conjunta em apoio ao resultado da apuração policial. Entretanto, o comunicado também critica os resultados da apuração interna feita pela universidade.

Galera, estamos soltando uma nota junto com o Coletivo Deixe a Esquerda Livre sobre o processo que ocorreu dentro da...

Publicado por Coletivo Feminista da UEMG/Passos em Quinta, 7 de janeiro de 2016


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