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08/01/2016 16:09 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02

Até quando Cunha vai negar as evidências contra ele?

Marcelo Camargo/ Agência Brasil/Fotos Públicas

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha(PMDB-RJ), continua negando a acusações contra ele. Desta vez, o peemedebista "reitera que jamais recebeu qualquer vantagem indevida de quem quer que seja e desafia a provarem".

A declaração é sobre as novas informações de que o crescimento do seu patrimônio é incompatível com a renda, divulgada pela Folha de S.Paulo, da suspeita de que ele tenha recebido propina, revelada pelo Estadão, e da decisão do Supremo Tribunal Federal de autorizar a quebra do sigilo bancário e telefônico dele e de sua família.

Cunha também rebate a interpretação de que foi "afoito por repasses” em troca de mensagens com o então presidente da construtora OAS, Leo Pinheiro, divulgada pelo jornal O Globo.

Desde julho, quando foi citado pelo delator Julio Camargo, Cunha nega participação no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato e acusa o procurador-geral da República,Rodrigo Janot, de perseguição e de atuar sob comando do governo.

Cunha também reclama do posicionamento do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com relação aos “vazamentos seletivos”.

Em nota, a assessoria diz que Cunha “lamenta também a atitude seletiva do ministro da Justiça, que nunca, em nenhum dos vazamentos ocorridos contra o presidente da Câmara – e são quase que diários, solicitou qualquer inquérito para apuração. No entanto, bastou citarem algum integrante do governo para ele, agindo partidariamente, solicitar apuração imediata”.

ÍNTEGRA DA NOTA À IMPRENSA

Em relação ao noticiário divulgado nesta sexta-feira, o presidente da Câmara esclarece o seguinte:

1) Lamenta o vazamento seletivo de dados protegidos por sigilos legal e fiscal que deveriam estar sob guarda de órgão do governo;

2) Lamenta também a atitude seletiva do ministro da Justiça, que nunca, em nenhum dos vazamentos ocorridos contra o presidente da Câmara – e são quase que diários, solicitou qualquer inquérito para apuração. No entanto, bastou citarem algum integrante do governo para ele, agindo partidariamente, solicitar apuração imediata;

3) Reitera que jamais recebeu qualquer vantagem indevida de quem quer que seja e desafia a provarem;

4) Informa que, ao contrário do que foi criminosamente divulgado, sua variação patrimonial entre os anos de 2011 e 2014 apresenta uma perda R$ 185 mil, devidamente registrada nas declarações de renda;

5) Reitera que existe uma investigação seletiva do PGR, que visa única e exclusivamente a escolher seus investigados. É de se estranhar que nenhuma autoridade citada no tal relatório de ligações do sr. Leo Pinheiro tenha merecido a atenção relativa ao caso, já que tal relatório faz parte de duas ações cautelares movidas contra Eduardo Cunha – incluindo um pedido de afastamento – e contra membros do governo não existe nem pedido de abertura de inquérito, mesmo sendo sabido que o PGR recebeu esses dados de membros do governo em 19 de agosto de 2015, e não tomou qualquer atitude;

6) A divulgada quebra de sigilos do presidente da Câmara e seus familiares ocorreu há mais de 3 meses, os documentos foram juntados em 23 de outubro e inclusive, como de praxe, em parte vazados para a imprensa, não se tratando, portanto, de matéria nova que mereça resposta;

7) É estranho que entre as justificativas de pedido de afastamento feito pelo PGR conste a acusação de que um deputado teria agido a mando do presidente por pedir a quebra dos sigilos de familiares do réu Alberto Youssef, sendo inclusive classificado como “pau mandado”. A PGR vê ameaça no pedido de quebra de sigilo de familiares de um réu confesso e reincidente, cumprindo pena, mas, ao mesmo tempo, pede a quebra dos sigilos de Eduardo Cunha e de sua família, mesmo ele não sendo réu;

8) De qualquer forma, o presidente destaca que não vê qualquer problema com a quebra de sigilos, e sempre estará à disposição da Justiça para prestar quaisquer explicações.

Assessoria de Imprensa da Presidência da Câmara

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