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As resoluções de Dilma para 2016 são as mesmas de 2015

07/01/2016 15:21 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Ichiro Guerra/ PR

A presidente Dilma Rousseff iniciou 2016 cheia de resoluções. Na sua primeira fala do ano, ela defendeu mudanças na regra da aposentadoria, com aumento da idade mínima, garantiu que tem como objetivo trazer a inflação para o centro da meta e sinalizou abertura para participação de partidos da base na elaboração de políticas do governo.

As metas da presidente, porém, são praticamente as mesmas de 2015. No ano passado, a presidente também iniciou o governo com a missão de driblar a crise econômica e a política, além de ter colocado o Ministério da Previdência para estudar uma reforma.

Estratégia

O discurso da presidente, no café da manhã com jornalistas, apontou a estratégia dela para encarar a crise política e econômica.

Segundo ela, questões de política interna, como a aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), são mais importantes que a discussão sobre o impeachment aberto contra ela na Câmara dos Deputados.

Como sair do vermelho?

Embora tenha dito que não existe “coelho na cartola” para resolver a crise, a mandatária citou três táticas para alcançar este objetivo: reequilíbrio fiscal, aprovar as medidas tributárias e estimular investimentos em infraestrutura.

Quanto à CPMF, a presidente apresentou uma outra justificativa: a saúde.

“Não é questão só de reequilíbrio fiscal, mas também é questão de saúde pública. Aprovar a CPMF pode ajudar a resolver o problema da saúde pública no país.”

Aposentadoria

A sugestão da presidente é tirar do papel a reforma da previdência, criticada por petistas, sindicatos e movimentos sociais.

"Vamos encarar a reforma da previdência, a modificação da idade e comportamento etário. Estamos envelhecendo mais e morrendo menos. Não é possível que a idade média seja de 55 anos por questões qualitativas. No futuro vai ter menos gente trabalhando para sustentar mais gente. Países desenvolvidos e emergentes buscaram aumentar a idade do acesso. Em todos os dois casos, não se pode achar que afeta direitos adquiridos”, disse, segundo o Correio Braziliense.

Segundo o G1, a presidente acrescentou que a expectativa de vida nos últimos anos aumentou "talvez de forma bastante significativa, em torno de 4,6 anos. Isso implica que é muito difícil você equacionar um problema.

O maior erro

Como toda tradição de início de ano, a presidente também fez uma avaliação de 2015. "O maior erro foi não ter visto que a crise era tão grande em 2014, não ter visto o tamanho da desaceleração em decorrência de problemas internos e externos.”

Crise política

Depois de um 2015 afundada em crise no Congresso Nacional, a presidente evitou se arrolar aos partidos e fez uma sinalização de abertura a participação de toda a base no governo.

“Acho muito bom que o PT tenha suas posições. Agora, o governo não responde só ao PT, só ao PMDB e só a qualquer um dos partidos da base aliada. Responde a todos, mas também responde às necessidades da sociedade. (…) Nenhum partido dentre os que integram a base pode superar (a opinião) de outro.”

A presidente falou ainda que mantém uma "ótima" relação com o vice Michel Temer.

(Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

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