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Cientistas ficam ‘amigos' de lula super rara e ‘sorridente'

06/01/2016 09:38 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Vá em frente e arquive essa criatura sob a categoria “bizarra”.

Durante expedição nas águas de alguns dos arquipélagos mais remotos e inexplorados do Havaí, em setembro de 2015, uma equipe de cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês) encontrou uma lula luminescente de mar profundo, ou Taningia danae.

Segundo o site LiveScience, a lula tem “o que parecem ser lábios vermelhos de cera” e um “equipamento de luz espetacular, com dois de seus braços musculosos terminando em órgãos emissores de luz, chamados ‘fotóforos’”.

lula da espécie dana

A lula da espécie Dana parece ter lábios vermelhos, apesar de serem na verdade um funil usado para ejetar água da cavidade do manto e que funciona como propulsor do animal em sentido inverso.

“Uma coisa que realmente vale a pena, caso assistam ao vídeo, é observar duas luzes piscando nas pontas de dois braços da lula”, disse Michael Vecchione, especialista da NOAA, ao site Smithsonian Science News.

“A T. danae tem os maiores fotóforos — órgãos emissores de luz — entre todos os animais conhecidos. São tão brilhantes que você pode vê-los mesmo com as luzes do submarino acesas, o que é realmente incomum.”

Vecchione disse que os fotóforos, ou a bioluminescência, são provavelmente usados como um mecanismo de defesa ou para congelar as presas. Em relação ao que parecem ser lábios sorridentes e vermelhos, na verdade é um funil usado para ejetar água da cavidade do manto e servir como propulsor do animal em sentido inverso, segundo o cientista da NOAA descreve no vídeo.

E, se a aparência sobrenatural não fosse suficiente, observe como a criatura se aproxima para um abraço e um beijo no veículo operado remotamente pela NOAA.

A T. danae, segundo o LiveScience, é semelhante em tamanho à lula da família Mastigoteuthidae — o que inicialmente levou os cientistas a pensar que se tratava dessa espécie —, mas não tem os dois tentáculos usados para alimentação, que são comuns na maioria das outras lulas.

Como descrito pelos exploradores em um relatório divulgado em 19 de setembro, “uma lula de um a dois metros se fixou na parte traseira do ROV [sigla em inglês para veículo operado remotamente] Deep Discoverer (D2) e se pendurou lá por vários minutos antes de se dirigir para a frente do veículo, permitindo que conseguíssemos grandes imagens dela”.

As imagens foram capturadas durante a expedição “Hohonu Moana" (Oceano Profundo, no idioma havaiano), que durou 69 dias e proporcionou ao público em geral um lugar na primeira fila dos raramente vistos ecossistemas de águas profundas do Havaí.

Os objetivos da missão incluíam a identificação e descrição de habitats marinhos vulneráveis e a coleta de informações sobre a complexa história geológica dos montes submarinos do Pacífico Central.

A lula da espécie Dana é apenas uma das incríveis criaturas fotografadas durante a expedição Hohonu Moana.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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