ENTRETENIMENTO
05/01/2016 20:35 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Do EDM ao dubstep. As 50 melhores músicas (e batidas) de 2015

dubstep


À medida que 2015 foi chegando ao fim, nos demos conta de que ele foi um ano bastante movimentado para a música eletrônica e a dance music. Por isso mesmo o THUMP vai relembrar os bons e maus momentos do ano nesses finalmentes de 2015 — começaremos nesta segunda (14) com o nosso ranking das 50 melhores faixas do ano.

As faixas selecionadas nesta lista refletem um ano marcado não só por produções e inovações fantásticas, mas também pelo fato de que as linhas entre os gêneros e cenas ficaram mais tênues do que nunca. Desde as máximas espalhafatosas do EDM até os estrondos subterrâneos do dubstep, esta lista demonstra que, em 2015, não importa quem estava por trás da música — o importante é que ela fosse boa D+.

50) Sudanim - Seydou


Sudanim, o produtor do sul de Londres e fundador da Her Records, traz à tona fúria e trovoadas em sua faixa "Seydou". Sua paleta de sons com uma pegada brass, grime e com polirritmos intrincados forma uma parede de som de seis minutos que funciona super bem tanto numa cena de clímax em um filme quanto no auge da noite numa pista de dança. Seus movimentos ondulados parecem alcançar um patamar cada vez mais alto de energia por meio de seus picos e pausas. Assim como o Hans Zimmer foi de encontro a geração de nerds, o Moombahton encontrou o Game of Thrones. — Gigen Mammoser

49) Florist – Marine Drive

O Florist é um designer gráfico de Vancouver e o EP Phenomena é seu primeiro lançamento. Com sua linha de baixo pensativa e o break filtrado de "Think", a faixa "Marine Drive" soa como algo que ouvi através das paredes de quartos escuros que frequentei durante boa parte do verão. E isso faz sentido porque, no encarte do disco, o Florist diz que se inspirou numa filmagem de uma festa de veraneio numa fábrica em um aeroporto próximo a Londres em 1989, durante a segunda edição do infame fenômeno social Verão do Amor. — Joel Fowler

48) Eric Prydz - Opus (Four Tet Remix)

Poucas faixas na nossa lista são tão atreladas a uma experiência ao vivo quanto a releitura tortuosa de "Opus", do Eric Prydz, feita pelo Four Tet. O crescendo claramente é o centro das atenções aqui. Como relatei há alguns meses, o comprimento quase absurdo da faixa inspirou uma descrença genuína e inédita entre os baladeiros — todos esperando ansiosos pela batida. Se a faixa superou as expectativas dos ouvintes e foi bem recebida e compreendida todas as vezes que ela tocou é outra história, mas num ano em que a fronteira entre a cultura de clubes alternativa e mainstream ficaram cada vez mais tênues, a releitura do Four Tet de um trecho com uma aura espalhafatosa do Euro-house se provou uma conquista histórica. — Angus Harrison

47) FKA Twigs - Glass and Patron

Esta faixa ser considerada minimamente pop já é, por si só, uma vitória para a cultura pós-pós-moderna. No clipe da FKA Twigs, dirigido por ela mesma, a iconoclasta criada na Inglaterra dá luz a um bando de dançarinos que posteriormente performam uma coreografia super fierce. A faixa chega no auge na metade de sua duração. À medida que a música pop vai ficando mais e mais esquisita, a FKA Twigs nos recorda que os fãs realmente inusitados estão ficando cada vez mais difíceis de serem afastados — ao ponto de que só ela mesma consegue. — Jemayal Khawaja

46) Hunee - Rare Happiness

A faixa "Rare Happiness", do Hunee, o coreano-alemão baseado em Amsterdã, está no tão aguardado álbum de estreia do artista que sairá pela holandesa Rush Hour. O som tem seu pontapé inicial com alguns gemidos vocais picados antes de chegar, lentamente, ao ápice por meio de sons criados a partir de sintetizadores e baterias ressonantes. Quando finalmente chega ao ápice — em meio a grandes níveis de uma contenção prazerosa — você é abatido por um house groove embaralhado e violento e uma bomba de êxtase. Um título irônico (felicidade rare), para dizer o mínimo. — David Garber

45) Denis Sulta - It's Only Real


Deliberadamente ou não, a natureza praticamente indetectável da faixa "It's Only Real" do Denis Sulta o transformou no monstro que ele é hoje. Ela se tornou o fantasma de 2015 — empesteando track ID groups no Facebook e enchendo a caixa de entrada dos DJs que tocam a faixa. Deixando o hype e o mistério de lado, é bem óbvio por que o talentoso produtor de Glasgow ficou tão entranhado na rapeize. A melodia descomunal que rasteja por aquela bateria estrondosa não tá pra brincadeira — é o tipo de som que você ouve uma vez e passa os dois meses seguintes tentando reproduzir para as pessoas, sem nunca de fato conseguir recriá-lo. E então, numa noite qualquer, sem nenhum sinal aparente, ele volta à sua mente e é como se nunca tivesse saído. — Angus Harrison

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