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Tabela periódica ganha mais quatro elementos químicos e completa sétimo período

04/01/2016 19:08 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
KAZUHIRO NOGI via Getty Images
Kosuke Morita, the leader of the Riken team, smiles as he points to a board displaying the new atomic element 113 during a press conference in Wako, Saitama prefecture on December 31, 2015. A Japanese research team has received naming rights for new atomic element 113, the first on the periodic chart to be named by Asian scientists, the team's institute said December 31. Japan's Riken Institute said a team led by Kosuke Morita was awarded the rights from global scientific bodies -- the International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC) and the International Union of Pure and Applied Physics (IUPAP) -- after successfully creating the new synthetic element three times from 2004 to 2012. AFP PHOTO / KAZUHIRO NOGI / AFP / KAZUHIRO NOGI (Photo credit should read KAZUHIRO NOGI/AFP/Getty Images)

O ano de 2016 nem começou, e todos os livros didáticos de química já estão desatualizados. A tabela periódica acaba de completar seu sétimo período.

Quatro novos elementos foram confirmados e anunciados pela Iupac (União Internacional de Química Pura e Aplicada), aquela mesma do vestibular, no penúltimo dia de 2015.

Os elementos 113, 115, 117 e 118 (leia-se ununtrium, ununpentium, ununseptium e ununoctium) são as adições mais recentes desde 2011, quando foram acrescentados o 114 e o 116. O número dos elementos, como se aprende na escola, corresponde ao número de prótons existentes no núcleo de seu átomo.

Todos eles são absurdamente radioativos e foram gerados artificialmente por meio de síntese em laboratório. Funciona assim: os pesquisadores pegam átomos de elementos que já existem e bombardeiam um no outro com um acelerador de partículas. Depois, procuram indícios de radiação que revelem a formação de elementos completamente novos.

O resultado é uma quantidade irrisória de átomos "inéditos". Eles duram tão pouco antes de se transformarem em elementos mais leves e estáveis que ninguém tem muita ideia do que eles são exatamente. Só sabem que existem.

O chute dos pesquisadores é que o ununtrium e o ununpentium sejam metais, o ununseptium seja um metaloide e o ununoctium seja um gás nobre.

Polêmicas

O anúncio não foi livre de polêmicas. De acordo com o Guardian, a descoberta do elemento 113 foi reivindicada por dois grupos de cientistas: um de japoneses -- o instituto Riken -- e o outro de russos e americanos.

Os elementos 115, 117 e 118 foram creditados ao segundo grupo, composto por químicos da Califórnia e de Dubna, na Rússia.

"A comunidade química está ansiosa para ver sua tabela mais querida finalmente ser concluída até a sétima linha", disse o professor Jan Reedijk, presidente da Divisão de Química Inorgânica da Iupac.

Nome de batismo

Quando foi criada pelo químico russo Dmitri Mendeleev, em 1869, a tabela periódica tinha 63 elementos. Hoje, tem 117.

Agora, os pesquisadores devem escolher os nomes oficiais de suas descobertas -- a nomenclatura em latim é provisória.

Pelas regras da Iupac, o nome deve ser inspirado em um país, uma mitologia, um mineral, uma propriedade ou uma pessoa notável.

Ainda não existe nenhuma confirmação sobre as nomenclaturas, mas de acordo com o Guardian, o time japonês, responsável pela primeira nomeação feita na Ásia, tem três opções: japonium, em homenagem ao país, rikenium, em tributo ao Instituto Riken, responsável pela descoberta, ou nishinarium, celebração do centro Nishina, laboratório onde o 113 foi detectado.

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