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São Paulo tem 1ª chacina do ano após morte de policial militar

04/01/2016 11:28 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
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O assassinato de um cabo da Polícia Militar pode estar por trás da primeira chacina de 2016 em São Paulo. Quatro pessoas morreram e outra ficou ferida na madrugada de sábado (2) em um ataque na frente de um bar na Vila São Rafael, em Guarulhos, na Grande São Paulo, dois dias após a morte do PM. Das vítimas, três tinham passagem por tráfico e, por isso, a Polícia Civil também investiga as hipóteses de dívida ou disputa de pontos de venda de droga.

Segundo testemunhas, pouco após a 0h de sábado, criminosos encapuzados desembarcaram de um carro preto, de quatro portas, e atiraram nos rapazes no Bar do Bebeto, na Rua Domingos de Abreu, periferia do município. Outras pessoas que estavam no local fugiram. O bando escapou em seguida.

Adriano José Silva Araujo, de 28 anos, foi atingido por três tiros na cabeça e um no ombro. Leonardo José de Souza, de 23, também foi alvejado na cabeça. Segundo a Polícia Civil, os dois tinham passagem por furto e tráfico de drogas. Um homem de 29 anos, baleado na mão e no tórax, também tinha antecedente por tráfico. Ele foi submetido a cirurgia e está em estado grave, mas não corre risco de morte.

Hermes Augusto Inácio Moreira, de 19, baleado nas costas e no abdome, e Francisco Fernando Pereira Caetano, de 23, atingido por um tiro na cabeça, não tinham antecedentes. Os dois foram socorridos por moradores locais, mas morreram antes de chegar ao hospital.

Aos policiais, uma testemunha relatou que "dois ou três homens" participaram do crime e que o veículo dos assassinos seria um Chevrolet Fox. Os investigadores buscam imagens de câmeras de segurança na região para confirmar. O bar não tem sistema de monitoramento.

No boletim de ocorrência, a perícia relatou não ter encontrado as cápsulas deflagradas - a hipótese era que tivessem sido recolhidas pelos assassinos. Mais tarde, no entanto, policiais do Setor de Homicídios de Guarulhos acharam cápsulas de calibre 9 mm no bar.

Uma das suspeitas da Polícia Civil é de que a chacina tenha sido motivada por vingança. Em 30 de dezembro, o cabo Felipe Rebelato Nocelli Ramalho, de 30 anos, do 5.º Batalhão da PM, foi morto após intervir em um assalto a uma autopeça, a 1,5 km do bar onde aconteceu a chacina.

O PM estava de folga e havia ido na loja comprar um farol. Houve troca de tiros e Ramalho acabou baleado. Ferido, o assaltante foi socorrido por um comparsa. Depois, o suspeito foi encontrado em um hospital em Itaquaquecetuba, onde segue internado sob acompanhamento policial. Ele teve a prisão temporária decretada pela Justiça, o que, segundo investigadores, pode enfraquecer a tese de retaliação.

Testemunhas, porém, relataram que uma viatura da Força Tática da PM passou pela Domingos de Abreu antes da chacina, com o farol apagado. Na tarde de sábado, carros da Corregedoria da PM, que investiga casos envolvendo policiais, também estiveram no local.

Em 2015, a Grande São Paulo foi cenário da maior chacina da história do Estado, que terminou com 23 mortos em Osasco, Barueri, Carapicuíba e Itapevi.

PM de folga é baleado e morto em assalto a pizzaria em SP

Um policial militar de folga foi baleado e morto na noite do sábado, durante assalto a uma pizzaria na Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. As informações são da Polícia Militar. André Alves Ribeiro, do 47º Batalhão da Polícia Militar (BPM), estava de folga e jantava com familiares em uma pizzaria na Rua do Canavial, nº 210. Às 22h27, quatro indivíduos entraram no estabelecimento e anunciaram o roubo.

De acordo com a PM, após subtraírem os pertences dos clientes, os criminosos teriam identificado o policial e efetuado vários disparos de arma de fogo. O bando fugiu em um Corsa prata. O policial foi socorrido por familiares e levado ao Pronto Socorro da Vila Nova Cachoeirinha. Ele não resistiu aos ferimentos e faleceu.

O caso foi registrado no 38º Distrito Policial (Vila Nova Cachoeirinha). A PM não divulgou informações sobre o valor roubado e nem o número de disparos efetuados contra o policial.

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