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04/01/2016 17:11 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Dólar salta quase 3%, acima de R$4, com China e preços do petróleo

VANDERLEI ALMEIDA via Getty Images
A man counts US dollar notes ib a bureau de change in Rio de Janeiro, Brazil on March 13, 2015. The exchange rate today reached 3.17 and 3.35 reals (the Brazilian currency) per US dollar, the highest of the last 10 years. AFP PHOTO/VANDERLEI ALMEIDA (Photo credit should read VANDERLEI ALMEIDA/AFP/Getty Images)

O dólar saltava quase 3% sobre o real nesta segunda-feira, primeira sessão do ano e marcada por aversão ao risco, com temores sobre a economia global, sobretudo após dados fracos da China, e com a queda nos preços do petróleo.

Às 17h, o dólar foi cotado a R$ 4,03 na venda, após atingir R$ 4,0717 na máxima da sessão, alta de 3,13%. Na última sessão de 2015, a moeda norte-americana subiu 1,83% e encerrou o ano com alta de 48,49%.

"Se a China está ruim, os países que dependem da China vão no mesmo barco", resumiu o gerente de câmbio da Treviso, Reginaldo Galhardo.

A atividade industrial chinesa encolheu em dezembro, com o setor lutando contra a fraca demanda. O dado pressionou o mercado acionário chinês, que acionou o "circuit breaker" pela primeira vez e fechou com queda de quase 7%.

O cenário de apreensão foi intensificado após os preços do petróleo passarem a cair nesta tarde, seguindo a queda no mercado acionário norte-americano e apagando os ganhos registrados mais cedo na commodity, em meio a tensões no Oriente Médio.

"O dólar subiu mais nestes últimos instantes com a virada do petróleo..., que passou a cair forte novamente à tarde”, disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Correa.

Ainda do exterior, dados mostraram que o setor industrial nos Estados Unidos contraiu ainda mais em dezembro, com o dólar forte prejudicando a rentabilidade das exportações, enquanto os gastos com construção tiveram a primeira queda em quase um ano e meio em novembro, sugerindo crescimento econômico apenas moderado no quarto trimestre de 2015.

Em meio ao cenário de preocupações externas, o dólar subia também frente a outras moedas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

No Brasil, o pessimismo com o cenário político ajudava a acentuar as altas, com o recesso no Congresso Nacional adiando a decisão de medidas importantes para a busca do equilíbrio fiscal do país.

Entre as medidas a serem analisadas pelo Congresso após a volta do recesso, está a retomada da CPMF, prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016 e necessária nos cálculos do governo para fechar o ano com a meta de superávit primário para o setor público consolidado equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

O Banco Central realizou no final desta manhã o primeiro leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em 1º de fevereiro, com oferta de até 11,6 mil contratos. Na operação, a autoridade monetária rolou o equivalente a 563,4 milhões de dólares, ou cerca de 5% do lote total, que corresponde a 10,431 bilhões de dólares.

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