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Base aliada vincula 'enterro' do impeachment à melhora da economia

04/01/2016 21:11 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Integrantes da base aliada da presidente Dilma Rousseff têm vinculado o “enterro” do impeachment ao desempenho da economia brasileira. Tanto na Câmara quanto no Senado, os parlamentares esperam que o governo dê uma injeção de ânimo nos brasileiros.

O deputado Wadih Damous (PT-RJ) é um dos que acreditam que a crise política passa pela superação da crise econômica. Para ele, a questão do impeachment é muito dinâmica, está subordinada a vários fatores. "Eu acho que a tendência é que esse processo seja arquivado. Mas temos que estar atentos e a política é que vai decidir”, afirmou ao Rede Brasil Atual.

A questão política, na avaliação dele, passa pela econômica. “Em relação ao impeachment, pelo menos conquistamos um rito de acordo com a Constituição, mais seguro do ponto de vista do respeito ao devido processo legal. Mas tudo ainda vai depender, do meu ponto de vista, da economia”, disse ao site.

Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) encarou o reajuste do salário mínimo como um aceno aos movimentos de esquerda.

“Havia uma pressão para que abandonássemos os ganhos que os trabalhadores vinham tendo desde a gestão do presidente Lula, com aumentos reais no salário mínimo”, explicou o senador, em nota. “Mas Dilma não cedeu a isso, mostrou de que lado está e elevou, a partir de 1° de janeiro de 2016, o valor para R$ 880, em respeito a essa agenda social que mudou a realidade brasileira”, emendou.

Na segunda-feira (4), o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner reconheceu erros do governo e também falou em superação na economia.

"Temos plena consciência de alguns erros que cometemos e das dificuldades que precisamos vencer na economia, mas impopularidade não é crime.”

A expectativa é que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, anuncie neste primeiro semestre um pacote fiscal capaz de motivar os brasileiros e fazê-los reacreditar na retomada do crescimento do País.

Apesar do pleito dos políticos, os prognósticos para a economia não são bons. De acordo com o economista Fabio Giambiagi, chefe do Departamento de Gestão de Risco de Mercado do BNDES, o índice de desemprego deve bater na casa dos dois dígitos, ultrapassando a marca de 10%.

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