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Adiar para janeiro compras de itens de maior valor pode ser bom negócio

31/12/2015 15:53 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02
PlayPress Assessoria de Imprensa/FIickr
Foto: Marcelo Matusiak

Janeiro virou um mês forte para o comércio nos últimos anos por causa das liquidações. Em 2016, por conta do Natal fraco, as liquidações da virada de ano ganham mais força e o consumidor que tem dinheiro no bolso pode tirar proveito da situação conseguindo bons descontos.

Com a perspectiva de mais um ano de recessão, tanto lojistas como fabricantes não querem começar 2016 com estoques altos e vão fazer de tudo para facilitar a venda.

Apesar de a situação ser favorável para o consumidor, os especialistas recomendam cautela na hora de comprar. "Estamos na era do consumo sustentável: o consumidor não deve comprar sem necessidade", alerta a advogada do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Claudia Almeida.

Ela lembra também que no início de ano normalmente as despesas aumentam por causa dos impostos cobrados (IPVA e IPTU) e de gastos com matrícula e material escolar. Em 2016, o aperto no orçamento em janeiro promete ser maior por causa da atividade fraca e da inflação de dois dígitos, que deve balizar os reajustes de várias despesas ordinárias de início de ano.

"O importante é planejar a compra, definir o que se quer. A compra por impulso é sempre um problema", afirma a assessora técnica da Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP), Fátima Lemos.

Neste caso, Claudia, do Idec, recomenda que o consumidor faça uma pesquisa prévia de preço para ter algum parâmetro. "A maior pegadinha nas liquidações é a maquiagem de preço: ele sobe para depois descer", lembra. Mas ela pondera que há casos óbvios, nos quais a pesquisa de preço não é necessária para saber se o produto está em oferta.

Fátima, do Procon-SP, faz coro com a advogada do Idec, mas enfatiza que normalmente as liquidações são "relâmpago" e o tempo para pesquisar é curto. Neste caso, mesmo assim, ela ressalta que a pesquisa rápida, dando uma passeada em lojas concorrentes, consulta a folhetos e à internet, é necessária para não ser enganado.

A regra número um é sempre desconfiar do desconto, especialmente se o porcentual for muito elevado e o produto estiver com preço bem abaixo da média da concorrência. A cautela ganha relevância especialmente se a loja é desconhecida e se a compra for online. "No comércio eletrônico primeiro você paga pelo produto e depois recebe", alerta a assessora do Procon-SP.

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